All Chapters of A Esposa Desprezada pelo CEO Terá Gêmeos: Chapter 11
- Chapter 20
160 chapters
11
Steven, um pouco exausto, havia retornado da faculdade depois de estudar sem parar e de assistir às aulas.Ele amava demais a arquitetura; era um sonho para ele se tornar um profissional.Mas isso não significava que não fosse algo bem forte para ele, algo exigente que demandava muito de si. Ele estava disposto a continuar se esforçando e a fazer sacrifícios para poder alcançar seus objetivos. Depois de um longo dia, ele chegou em casa já ao anoitecer.O que ele não esperava era encontrar Bianca na cozinha. Não o incomodava que ela estivesse fazendo algo, mas o inquietava que ela pudesse estar se sentindo desconfortável e atrapalhando, e por isso estava fazendo todo esse tipo de coisas para tentar ajudar.— Boa noite, Bianca. Sinto muito por voltar tão tarde. Posso saber por que você começou a cozinhar? Além disso, eu tinha a intenção de dividir esta pizza com você — ele acrescentou, mostrando a caixa de pizzas que trazia na mão.Ela se virou e olhou para o homem, e então sorriu um po
12
— É que estou vendo que são gêmeos. Você está grávida de dois — ela terminou de explicar todo o assunto ali, com um sorriso ainda maior.Bianca estava completamente surpresa, com lágrimas nos olhos, seu estado de espírito era um pouco de assombro, um pouco de nervosismo e um medo avassalador por toda essa situação inesperada que ela não esperava.Todo o seu corpo estava tremendo e ela sentia que realmente era demais para ela, que não podia superar o que estava acontecendo, que estava muito aterrorizada por toda essa situação que não imaginava. Dois? Como ela lidaria com dois bebês quando mal podia com um? A notícia a atingiu como uma onda, deixando-a sem fôlego.— Doutora, a senhora tem certeza do que está dizendo? — ela balbuciou, a incredulidade em sua voz. — Eu realmente estou grávida de gêmeos? Não pode haver um engano ou algo parecido?— Não, não, você realmente está grávida de gêmeos. Parabéns! — terminou a doutora, e Bianca não pôde evitar começar a chorar, um choro de espanto,
13
O insistente vibrar de seu telefone naquela manhã tirou Bianca de um sono leve. Um sobressalto desorientador percorreu seu corpo — seria Eric? Seu coração acelerou, a respiração ficou entrecortada e uma pontada de desconforto a invadiu. Ela não queria receber ligações dele, mas uma parte dela sabia que, mais cedo ou mais tarde, teria que enfrentá-lo.No entanto, ao ver a tela iluminada, descobriu que era um número desconhecido. Ela hesitou por um instante, e se fosse algo urgente? Decidiu atender para acabar com a dúvida.— Bom dia, com quem falo? — ela começou dizendo, sua voz ainda tingida de confusão.Do outro lado da linha, uma voz masculina e profunda respondeu, dissipando suas dúvidas.— Bom dia, senhora Harrington. A senhora é Bianca Harrington, não é? Sou o advogado do senhor Eric Harrington e estou ligando para comunicá-la que os papéis do divórcio estão prontos. A senhora só precisa assiná-los. Devido à apertada agenda do meu cliente, posso me reunir com a senhora para entre
14
Bianca se sentou à mesa da cozinha, com a caneta na mão e uma folha de papel em branco à sua frente. Ela sabia que devia ir embora antes que Steven voltasse. Ela não queria que ele a detivesse novamente. Ela precisava dessa fuga, dessa oportunidade de se reconstruir sem a comodidade da proteção dele. Ela suspirou e começou a escrever com letra trêmula: "Querido Steven, Eu estou indo embora. Sei que isso vai te pegar de surpresa e sinto muito. Não quero ser um fardo para você. Preciso encontrar o meu próprio caminho, Steven, e não posso fazer isso aqui. Obrigada por tudo. Pela sua bondade, por abrir as portas de sua casa, por cada pequeno detalhe. Eu nunca esquecerei sua generosidade. Você é um homem incrível, e não me surpreende que minha irmã te amasse tanto. Eu sempre te levarei em meu coração como um verdadeiro amigo. Por favor, não me procure. Eu preciso fazer isso sozinha. Cuide-se muito. Com todo o meu carinho e gratidão, Bianca." Ela dobrou a carta com cuidado e a deix
15
Ela se dirigiu para a parada de ônibus, um passo de cada vez, em direção ao começo de sua nova vida, sem saber que a escuridão espreitava, enviada por George, o homem que não a deixaria encontrar a paz. O relógio marcava a meia-noite. A noite era jovem e perigosa, mas Bianca, alheia à ameaça que pairava sobre ela, só pensava no amanhecer e na promessa de um novo começo longe de tudo. Bianca havia passado um tempo esperando um ônibus, e a frustração começava a aumentar. Justo quando a paciência estava prestes a se esgotar, um táxi apareceu do nada, como um sinal do destino. Sem pensar duas vezes, ela o parou. Ela escorregou para o banco de trás, o couro frio grudando em sua pele. O interior cheirava a uma mistura de ambientador barato e algo indefinível, levemente rançoso. — Gostaria que me levasse a um a um hotel que seja acessível, por favor — ela emitiu, sua voz ressoando um pouco no silêncio do carro. O motorista, um homem de ombros largos e boné baixo que mal lhe permitiu ver
16
O silêncio se tornou denso dentro do táxi, cortando a já frágil tranquilidade de Bianca. O coração lhe retumbava no peito como um tambor frenético, cada batida amplificando o mau pressentimento que havia se ancorado em sua mente. O motorista — uma silhueta imponente atrás do espelho retrovisor — parecia uma estátua, muito concentrado em seu trabalho para notar a crescente ansiedade de sua passageira. Bianca engoliu em seco — o fôlego ficava preso em sua garganta. Ela precisava de respostas, uma explicação para esse desvio inesperado.— O senhor poderia me dizer a razão pela qual tomou esta direção? — a voz de Bianca soou mais trêmula do que ela gostaria, quase um sussurro na vasta solidão do veículo.O homem, sem alterar sua postura nem o rictus inexpressivo que mal se adivinhava, lançou um olhar rápido pelo espelho. Seus olhos — dois pontos escuros na penumbra — se encontraram com os dela por um instante fugaz.— Chegaremos mais rápido, mocinha — ele respondeu com uma voz gutural, de
17
O feixe dos faróis da caminhonete brilhou, perfurando a densa escuridão da estrada. Lorena, ao volante, sentiu um arrepio que lhe arrepiou a pele. Era uma noite traiçoeira na estrada, e cada sombra parecia esconder um perigo. Apesar do medo que a apertava no peito, uma cena dilacerante capturou sua atenção: uma silhueta imóvel no asfalto. Seu coração deu um salto.Ela não podia simplesmente passar direto. Seu instinto a impulsionou a parar, embora o bom senso lhe gritasse para seguir seu caminho. A caminhonete cantou os pneus ao frear bruscamente.— O quê...? O que é aquilo? — ela murmurou para si mesma, com a voz mal um fio. As luzes de seu veículo iluminaram a figura. Era uma mulher, caída de bruços, no meio de uma poça escura que se expandia ameaçadoramente sob ela. Sangue. Havia sangue demais.A ideia de que aquela pessoa pudesse ser sua filha, ou qualquer alma em apuros, a atingiu com a força de uma onda. Lorena sempre tinha sido assim: uma mulher incapaz de dar as costas a quem
18
Os dias se arrastavam lentos e pesados no Hospital. Bianca jazia imóvel na cama, seu corpo uma frágil silhueta sob os lençóis brancos, conectada a uma confusão de tubos e monitores que zumbiam com uma monotonia inquietante.Quase cinco dias haviam se passado desde aquela noite infernal na rodovia, e o silêncio de seu quarto só era quebrado pelo bipe constante das máquinas, um lembrete persistente de sua batalha pela vida.Lorena havia se tornado sua sombra. Embora fosse uma completa desconhecida, uma força invisível a impulsionava a estar ali. O eco dos disparos e a imagem de Bianca caída na escuridão haviam se gravado a fogo em sua mente. Ela não podia, simplesmente não podia, deixá-la sozinha.Todas as manhãs, sem falta, Lorena se apresentava na recepção, perguntando pela "jovem da rodovia". Ela havia se encarregado das despesas médicas iniciais, de tudo o que implicava o cuidado de uma pessoa sem família visível. Os enfermeiros e médicos a olhavam com grande admiração.Quem faria t
19
Lorena lia em voz alta um artigo sobre jardinagem, sua voz monótona e suave, tentando preencher o silêncio que às vezes lhe parecia ensurdecedor. De repente, sentiu um leve movimento. Ela não tinha certeza se era sua imaginação ou um sinal real. Ela interrompeu a leitura e olhou para Bianca. E então ela viu. Os dedos da mão que ela segurava esvoaçaram fracamente, um sussurro de vida no meio da quietude. O coração de Lorena deu um salto.— Bianca! — ela exclamou, com a voz embargada pela emoção.Nesse mesmo instante, as pálpebras de Bianca se agitaram. Lentamente, com um esforço visível, elas se abriram, revelando uns olhos turvos e confusos que piscaram diante da luz. Ela estava atordoada, seu olhar vagava pelo quarto como se tentasse decifrar um enigma. Um suspiro escapou de seus lábios, e um tremor percorreu seu corpo. A surpresa, o choque de acordar em um lugar desconhecido, a oprimiu.Os monitores, até então rítmicos e calmos, começaram a soar com uma urgência ensurdecedora. Os bi
20
Bianca levantou o olhar, seus olhos ainda velados pelo cansaço e pelo choque, e se encontraram com os de Lorena. A dúvida e o medo se refletiam neles. A mera menção da polícia havia trazido de volta a pontada daquele horror, o frio do asfalto, a voz cruel desses homens. Ela negou com a cabeça, uma lágrima solitária deslizando por sua bochecha.— Sinceramente, não acho que eu possa fazer isso — ela disse, sua voz mal um sussurro trêmulo. — Eu me sinto muito indecisa, muito confusa. Não sei quem me fez isso, não tenho ideia de que pessoa queria me matar. Eu não sei de nada. E eu acho que mexer nesse assunto seria muito forte para mim agora. Eu estou em uma posição difícil, na verdade. Não acho que eu possa fazê-lo.Lorena a olhou com pesar. Ela compreendia o tormento de Bianca. Era natural querer fugir de tanta dor, de tanto trauma. Mas ela não podia simplesmente deixar as coisas assim. Alguém havia tentado assassiná-la, e havia duas vidas inocentes em jogo. A justiça devia prevalecer.