All Chapters of Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário : Chapter 141
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CAPÍTULO 141 — ANTES DO LIMITE
As portas do elevador se abriram no último segundo.O som metálico ainda ecoava quando Rafael se moveu.Não perguntou. Não explicou. Apenas passou um braço firme por baixo das pernas de Valentina e a ergueu do chão com precisão silenciosa, como se aquela decisão já estivesse tomada muito antes do elevador parar.Valentina mal teve tempo de reagir.— Rafael… — murmurou, surpresa, a mão agarrando instintivamente a lapela do terno dele.Do lado de fora, Moreira estava parado, pálido demais para quem costumava manter a compostura em qualquer circunstância.— Senhor… — começou, a voz tensa. — Me perdoe, houve um problema técnico no elevador. Já estamos—Rafael não diminuiu o passo.— Cuide de tudo. — disse apenas.A ordem não veio alta. Veio definitiva.Moreira assentiu no mesmo instante, o coração ainda disparado, enquanto Rafael atravessava o corredor com Valentina nos braços, o casaco dele envolvendo o corpo dela por inteiro, ocultando-a de qualquer olhar curioso.Valentina tentou se me
CAPÍTULO 142 — O DIA DEPOIS DO IMPULSO
Valentina acordou com a cabeça latejando.Não era uma dor comum. Era daquelas que começam atrás dos olhos e se espalham, como se o corpo inteiro estivesse lembrando antes da mente. Ela gemeu baixo, sem abrir os olhos, tentando se virar — e parou.Braços.Fortes. Quentes. Firmes demais para serem imaginação.O braço de Rafael estava em torno da cintura dela, pesado, protetor, puxando-a para trás como se, mesmo dormindo, ele tivesse decidido que ela não iria a lugar nenhum. A respiração dele batia ritmada na nuca dela. Calma. Profunda.Valentina abriu os olhos de uma vez.E tudo voltou.O elevador.O beijo.O quarto.As mãos.A voz dele baixa, cuidadosa.O jeito como ele não a apressou.O jeito como ele a segurou depois, como se aquilo fosse tão sério quanto qualquer contrato que ele já tivesse assinado.Ela fechou os olhos com força.— Que merda eu fiz… — murmurou, quase sem som.Se espreguiçou devagar, sentindo o corpo reclamar. Um incômodo conhecido, íntimo, impossível de negar. As p
CAPÍTULO 143 — ENTRE OLHARES E SILÊNCIOS
A porta do banheiro se abriu devagar.Valentina saiu envolta apenas na toalha branca, os cabelos ainda úmidos caindo pelos ombros, o cheiro suave do sabonete misturado ao vapor quente que escapava do banheiro. Por um segundo, ela estava distraída demais consigo mesma para perceber.Até levantar o olhar.Rafael estava de pé ao lado da cama.Não a encarou de imediato — ajustava a manga da camisa aberta, os botões ainda por fechar, como se tivesse acabado de lembrar que não estava sozinho. Quando ergueu o rosto, o olhar encontrou o dela no mesmo instante.O tempo desacelerou.Rafael Montenegro tinha 1,95 de altura, e aquela estatura não passava despercebida nem parado. O corpo era largo na medida certa, ombros firmes, músculos definidos não pelo exagero, mas pela constância — o tipo de homem que não precisava provar força porque ela simplesmente estava ali. A pele clara contrastava com a camisa escura, aberta o suficiente para deixar à mostra o peito marcado, linhas fortes sem ostentação
CAPÍTULO 144 — O MUNDO EM SILÊNCIO
O banheiro fechou atrás de Rafael com um clique suave.Valentina ficou estendida na cama por alguns segundos, encarando o teto como se ele tivesse respostas. O lençol ainda guardava o calor da noite. O quarto cheirava a sabonete, a perfume caro, a algo que não existia ali antes.— Somos dois adultos transando… — murmurou para si mesma, como se estivesse se dando um sermão. — Isso é normal.Virou o rosto para o lado, afundando o queixo no travesseiro.— Não me traia, coração idiota…O corpo respondeu antes da razão. Um incômodo lento, espalhado, que a fez gemer baixinho quando tentou se levantar.— Ai… — reclamou, sentando-se com cuidado. — Claro. Óbvio. Tinha que doer.E, ainda assim, sorriu.Porque lembrava.Lembrava das mãos dele. Da calma. Do jeito como ele não apressou nada. Do cuidado quase solene, como se aquele momento fosse mais sério do que qualquer contrato que ele já tivesse assinado.Valentina passou a mão pelo próprio rosto, respirou fundo e se levantou, andando devagar a
CAPÍTULO 145 — QUANDO O MUNDO B**E À PORTA
Entrou no banheiro e fechou a porta.Só então deixou o corpo ceder.As mãos tremiam enquanto abria a sacola. O vestido novo ainda dobrado, impecável, como se nada tivesse acontecido. Como se a noite não tivesse mudado nada.As lágrimas vieram sem aviso.Silenciosas. Rápidas. Confusas.Valentina encostou as mãos na pia, o espelho devolvendo um rosto que ela mal reconhecia. Não era só tristeza. Nem só medo. Era tudo misturado: raiva, alívio, desejo, uma felicidade que doía porque parecia temporária demais.— Para. — murmurou para si mesma. — Se controla.Respirou fundo. Uma vez. Duas.— O contrato está prestes a terminar. — disse, encarando o próprio reflexo. — E isso é tudo o que você quer.A frase soou ensaiada. Não verdadeira.Ela fechou os olhos por um segundo longo demais.Quando voltou a abri-los, enxugou o rosto com firmeza, vestiu-se com movimentos precisos e recompôs a postura como sempre fazia quando o mundo exigia que fosse forte.Valentina saiu do banheiro já vestida.O vapo
CAPÍTULO 146 — PORTAS QUE SE FECHAM, JOGOS QUE COMEÇAM
A mansão Yamamoto se erguia diante deles com a mesma imponência silenciosa de sempre. O carro parou diante da entrada principal.Rafael saiu primeiro, ajustando o paletó em um movimento automático, quase ritualístico. Estendeu a mão para Valentina, ajudando-a a descer com a mesma elegância controlada que oferecia ao mundo — mas havia algo diferente no gesto. Um cuidado discreto demais para ser apenas protocolo.Ela aceitou a mão. Sem sorrir. Sem recuar.Assim que pisou no chão de pedra clara, sentiu o peso do lugar. Aquele não era apenas o palco de um contrato. Era o início do que o contrato propunha.Um funcionário da casa se aproximou imediatamente, curvando-se com respeito absoluto.— Bom dia, senhor Montenegro. Senhora Montenegro — disse, em tom baixo e preciso. — O senhor Yamamoto o aguarda no escritório.Rafael assentiu. Depois, olhou para Valentina.Não foi um olhar longo. Não foi dramático. Mas foi carregado.— Eu vou para o quarto. — ela disse, antes que ele precisasse pergu
CAPÍTULO 147 — CONFISSÕES QUE NÃO PEDEM LICENÇA
Valentina entrou no quarto e largou a bolsa sobre a poltrona antes mesmo de fechar a porta direito. O silêncio do ambiente contrastava demais com o barulho que ainda ecoava na cabeça dela — Japão, contrato, Rafael, o mundo inteiro girando rápido demais. Foi só quando pegou o celular que percebeu. 17 mensagens não lidas. 6 chamadas perdidas. Todas de Bianca. Ela arregalou os olhos. — Meu Deus… Abriu a primeira mensagem. Bianca: ONDE VOCÊ ESTÁ??? A segunda veio logo abaixo. Bianca: Valentina Diniz, se isso for uma experiência espiritual eu JURO que não perdoo. Valentina mordeu o lábio para conter o riso. Bianca: *Estou considerando três hipóteses: Você foi abduzida Você foi sequestrada Você está escondendo algo e EU VOU DESCOBRIR* A quarta mensagem veio em caixa alta. Bianca: ESTOU ACIONANDO O TIO SAM. Valentina soltou uma risada baixa. — Não acredito… Bianca: SE EU APARECER NA MANSÃO COM A CAVALARIA, A CULPA É SUA. Antes que pudesse responder qu
CAPÍTULO 148 — SANGUE, PODER E SILÊNCIOS
Rafael estava na sala da suíte quando fez a ligação.Não era um espaço grande, mas era organizado demais para parecer um quarto de hotel. Sofá em tons neutros, mesa baixa, documentos alinhados com precisão. Tudo ali refletia controle — exceto o homem parado próximo à janela.Rafael observava o jardim interno da mansão Yamamoto, as árvores podadas com rigor quase cerimonial. O Japão tinha essa obsessão silenciosa por ordem. Ele respeitava isso.Levou o telefone ao ouvido.A chamada foi atendida no segundo toque.— Já fechou? — a voz do outro lado perguntou, sem cumprimentos. Grave. Autoritária. Acostumada a ser obedecida.Rafael não se virou da janela.— Fechei os termos principais. — respondeu. — Amanhã acontece a assinatura oficial.Houve um breve silêncio. Não de surpresa. De cálculo.— Então deu certo. — disse o pai, por fim. — Eu disse que daria.Rafael apertou levemente o maxilar.— Deu certo porque o planejamento foi bem executado. — corrigiu. — E porque houve inteligência na le
CAPÍTULO 149 — JOELHOS NO CHÃO, DENTES À MOSTRA
O carro da família Montenegro parou antes mesmo que o motorista desligasse o motor.Clara abriu a porta sozinha.Não porque tinha permissão.Mas porque sabia que não adiantava fingir resistência.A mansão Montenegro se erguia à frente dela como um animal antigo — imóvel, elegante, faminto. As luzes estavam acesas apenas o suficiente para mostrar que todos ali sabiam: ela tinha voltado. E não por vontade própria.Dois seguranças surgiram quase no mesmo instante. Não tocaram nela. Não precisaram. O olhar bastou.Clara caminhou.Cada passo pelo mármore frio parecia um lembrete silencioso de tudo que ela já tinha sido ali… e de tudo que não era mais. O vestido amarrotado, o rosto ainda marcado pela raiva mal contida, o coração batendo rápido demais para alguém que precisava parecer calma.Ela sabia exatamente onde Vittória estaria.O escritório.Sempre o escritório.A porta estava aberta.Vittória estava sentada atrás da mesa, impecável como uma sentença. Blazer claro, cabelo preso com pr
CAPÍTULO 150 — O QUE NÃO CABE NO CONTRATO
Rafael entrou no quarto em silêncio.A porta se fechou atrás dele com um clique suave, quase respeitoso, como se não quisesse perturbar o momento que já existia ali antes de sua chegada.Valentina estava deitada na cama, recostada entre travesseiros, um livro aberto nas mãos. O mesmo livro que ela comprou na livraria no dia do sequestro. Seria mórbido deixar ele, mas ela gostava do seu conteúdo.Ao perceber a presença dele, Valentina abaixou o livro devagar, marcando a página com os dedos antes de fechá-lo. O olhar subiu até encontrá-lo.— Correu tudo bem? — perguntou.A voz saiu tranquila. Sem ansiedade. Sem cobrança.Rafael afrouxou o nó da gravata com um gesto cansado, quase automático. Tirou o paletó, apoiando-o na poltrona próxima, como se o peso daquele dia não coubesse mais sobre os ombros.Passou a mão pelo rosto e suspirou.— Sim. — respondeu. — Deu tudo certo. Amanhã assinamos o contrato.Por um instante, Valentina apenas o observou.Então sorriu.Não foi um sorriso grande.