All Chapters of Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário : Chapter 151
- Chapter 160
187 chapters
CAPÍTULO 151 — O QUE PROMETEU NÃO SE REPETIR
Valentina acordou antes de abrir os olhos.O primeiro sinal foi o peso quente ao seu lado.O segundo, o braço firme atravessado sobre sua cintura, puxando-a para trás como se, mesmo dormindo, alguém tivesse decidido que ela não iria a lugar nenhum.Ela franziu o cenho devagar.— Claro… — murmurou, ainda com os olhos fechados. — Óbvio que aconteceu de novo.Tentou se mexer um pouco, apenas para confirmar a teoria. O movimento foi mínimo, mas suficiente para sentir o corpo reclamar — aquela mistura deliciosa de cansaço e memória que não deixava mentir.— Eu disse que não ia acontecer. — continuou, baixinho, quase se repreendendo. — Disse com todas as letras…Abriu um olho. Depois o outro.Rafael Montenegro dormia ao lado dela.De lado, o rosto relaxado de um jeito raro, a respiração tranquila demais para alguém que normalmente parecia sempre em guerra com o mundo. O cabelo levemente bagunçado, a barba por fazer desenhando sombras no maxilar forte.Bonito demais para alguém que não tinha
CAPÍTULO 152 — DIA CALMO
O dia passou sem pressa — e sem pausa.Rafael ocupou a sala da ala desde as primeiras horas da manhã. Reunião após reunião, chamadas em sequência, documentos espalhados sobre a mesa baixa. O espaço, parecia respirar no ritmo dele: foco, controle, comandos.Valentina sabia que hoje era um dia muito importante, sabia que Rafael Montenegro não sairia do seu personagem de CEO imponente e comprometido com sua empresa. Ela seguiu o próprio ritmo.Saiu do quarto, caminhou pela casa, demorou-se nos jardins internos, onde a luz parecia sempre mais suave. O almoço foi servido no jardim interno, onde a luz do Japão parecia sempre mais delicada. Akemi e Hana a aguardavam com sorrisos que já não carregavam reservas — apenas aquela cordialidade que nasce quando a convivência vence o estranhamento.— Você dormiu bem? — Hana perguntou, enquanto se sentavam.Valentina sorriu. — Melhor do que imaginei.Akemi observou por cima da xícara de chá. — Isso é bom. Noites importantes exigem descanso.Não havi
CAPÍTULO 153 — SOB LUZES CONTROLADAS
O salão Yamamoto não era grandioso por excesso.Era imponente por escolha.Linhas limpas, madeira escura, arranjos discretos de flores brancas e luzes estrategicamente posicionadas para valorizar rostos — não para ofuscar. Ali, tudo falava de poder sem precisar elevar a voz.O senhor Yamamoto já estava presente.Impecável no terno sob medida, postura ereta, expressão serena de quem sabia exatamente o peso do que estava prestes a acontecer. Circulava entre empresários convidados, cumprimentando com gestos firmes, conversas breves, sorrisos calculados. Um anfitrião absoluto — não pela ostentação, mas pelo respeito silencioso que impunha.Aquela não era apenas uma assinatura.Era uma validação.Quando Rafael e Valentina chegaram ao corredor que antecedia o salão, o movimento pareceu desacelerar um pouco — não por anúncio, mas por percepção.Rafael caminhava com a segurança de quem já sabia onde pisaria. Terno impecável, expressão neutra, olhar atento. O CEO Montenegro estava inteiro ali
CAPÍTULO 154 — ENTRE SORRISOS E MEDIDAS
O salão não se esvaziou depois dos aplausos.Ele apenas mudou de forma.O contrato assinado permanecia sobre a mesa principal, agora protegido como uma relíquia moderna, enquanto o ambiente se transformava num fluxo contínuo de cumprimentos, apresentações e conversas cuidadosamente calculadas. Taças circulavam. Risos surgiam no tempo certo. Cartões de visita trocavam de mãos como pequenas promessas.Rafael era constantemente interceptado.— Senhor Montenegro. — disse um empresário japonês mais velho, curvando levemente a cabeça. — Uma negociação limpa. Direta. Muito respeitável.— Agradeço. — Rafael respondeu no mesmo tom, firme e contido. — Parcerias duradouras se constroem assim.Outro grupo se aproximou. Um investidor coreano. Um representante europeu. Um executivo do setor de logística asiático. Rafael transitava entre eles com naturalidade quase fria — atento, educado, estratégico. O homem público em pleno funcionamento.Valentina permanecia ao lado dele, sem se impor, sem desapa
CAPÍTULO 155 — O QUE SE GUARDA EM SILÊNCIO
Valentina voltou ao salão com o mesmo porte de antes. O sorriso social estava ali, perfeitamente ajustado. Conversou quando foi abordada, respondeu com educação, fez comentários breves, precisos. Nada fora do tom. Nada que chamasse atenção.Mas algo havia mudado.Rafael percebeu quase de imediato.Não foi um gesto específico. Nem uma frase fora do lugar. Foi a ausência de pequenas coisas: o toque discreto no braço dele quando se aproximava, o olhar cúmplice atravessando o salão, aquela presença silenciosa que antes sustentava — agora apenas ocupava.Valentina estava ali.Mas não estava com ele.Rafael tentou puxar conversa em um intervalo entre cumprimentos.— Está tudo bem? — perguntou baixo, mantendo o sorriso público.— Está. — ela respondeu. Simples. Correta. Final.Ele assentiu, mas o alerta já tinha sido acionado.Quando o evento começou a se dissolver em despedidas e promessas futuras, Rafael colocou a mão na lombar de Valentina para guiá-la até a saída. O gesto foi automático.
CAPÍTULO 156 — O QUE SE PERCEBE
Valentina acordou com a sensação estranha de espaço demais.Virou o rosto devagar, ainda envolta pelo lençol, esperando encontrar o corpo ao lado — o peso quente, a presença silenciosa. Não havia nada.O travesseiro estava intacto.Ela ficou alguns segundos ali, olhando para o lado vazio da cama, sem pressa para reagir. Não houve sobressalto. Nem indignação. Apenas aquele incômodo mudo que se instala quando algo não acontece como deveria.Rafael não estava ali.Valentina respirou fundo uma vez só.— Claro… — murmurou para si mesma, sem ironia suficiente para virar piada.Levantou-se. Tomou banho. Vestiu algo simples, confortável. Prendeu o cabelo de maneira prática. Estava funcional — e isso dizia muito sobre o estado de espírito.Quando saiu do quarto, foi só então que percebeu.Rafael estava na sala.Deitado no sofá, atravessado de leve, como quem não se acomodou de verdade. Um cobertor fino cobria parte do corpo. O rosto estava relaxado. O sono, profundo.Ela parou no meio do camin
CAPÍTULO 157 — O CÉU NÃO ESPERA
O carro deixou a casa Yamamoto com a mesma elegância com que tudo ali acontecia: sem pressa, sem barulho, sem despedidas teatrais.Valentina olhou pela janela enquanto o portão se fechava atrás deles, e por um segundo teve a sensação de que o Japão tinha sido um capítulo escrito com tinta fina demais — bonito demais para ser leve, silencioso demais para ser inocente.Rafael estava ao lado dela no banco traseiro. Impecável. Fechado. A gravata no lugar. O rosto sem sinais da noite anterior, como se ele tivesse guardado o homem do sofá em uma gaveta e trancado com chave.Ela não perguntou se ele dormiu. Ele não explicou por que não voltou para a cama.Os dois estavam no mesmo espaço… e em mundos diferentes. Moreira notou o frio entre eles e suspirou fundo.O motorista manteve o silêncio. As ruas de Tóquio corriam lá fora como linhas retas, ordenadas, disciplinadas. Valentina achou irônico: por dentro, nada nela estava em ordem.Ela segurou a bolsa com mais força do que precisava. O envel
CAPÍTULO 158 — ENTRE O QUE NÃO SE DIZ
O jato já havia atingido altitude de cruzeiro quando Bianca começou a estranhar.Não foi nada óbvio.Nada escandaloso.Foi o tipo de percepção que só alguém que conhece bem demais outra pessoa consegue ter.Valentina estava… diferente.Sentada ao lado da janela, um copo de suco nas mãos, o olhar perdido no nada como se estivesse observando algo muito além das nuvens. Não estava triste. Não estava nervosa. Estava quieta demais.Bianca inclinou-se lentamente, como quem vai comentar algo trivial sobre o voo, e cochichou:— O que tá acontecendo entre você e ele?Valentina não respondeu de imediato. Apenas abaixou o olhar, girando o copo entre os dedos.Do outro lado do corredor, Rafael falava baixo com Lucas, mas lançou um olhar rápido na direção delas — rápido demais para parecer curiosidade, atento demais para ser coincidência.Valentina percebeu.— Estamos indo. — respondeu enfim, em voz baixa. — Não bem. Nem ruim. Só… indo.Bianca franziu o cenho.— “Indo” não é resposta, Val. — murmu
CAPÍTULO 159 — ENTRE NÓS
Valentina se levantou devagar e seguiu pelo corredor estreito do jato até o banheiro.O espaço era pequeno, funcional — como tudo ali. Fechou a porta atrás de si e apoiou as mãos na pia, respirando fundo.Precisava de um minuto só dela.Água fria nas mãos. Um olhar rápido no espelho. Nenhuma lágrima. Nenhum drama. Só aquela sensação incômoda de coisas não resolvidas ocupando espaço demais no peito.Quando saiu, quase esbarrou nele.Rafael estava encostado na parede do corredor, braços cruzados, expressão fechada demais para ser casual. O espaço apertado tornava impossível fingir que ele não estava ali.Valentina se assustou um pouco — mais pela presença do que pela surpresa.— Rafael… — começou.Ele não respondeu. Apenas segurou a mão dela com firmeza e a puxou para o compartimento ao lado, separado do restante da cabine por uma cortina espessa.— Precisamos conversar. — disse baixo.— Não precisamos, seu louco. — ela retrucou, tentando soltar a mão. — Me larga.Ele não largou.— Prec
CAPÍTULO 160— NO CÉU
Valentina acordou com a sensação errada.Primeiro, o calor.Depois, o peso firme ao redor da cintura.E, por fim, o cheiro.Ela abriu os olhos devagar.Não estava na poltrona.Não estava ao lado de Bianca.Estava nos braços de Rafael.Piscou uma vez.Duas.Tentou se afastar no mesmo instante.— Me solta. — murmurou, ainda rouca de sono.O braço dele se apertou levemente, firme o bastante para impedir, cuidadoso o suficiente para não parecer força.— Não. — ele respondeu, a voz baixa, preguiçosa. — Ainda temos mais uma hora de voo.Ela bufou, irritada.— Eu não quero mais dormir.Rafael sorriu sem abrir os olhos.— Quer.Valentina tentou se levantar de novo. Inútil. Ele a puxou mais para perto, prendendo-a contra o peito.— Rafael…— Shh.Ela ficou tensa. Irritada. O coração acelerado demais para alguém que só tinha acabado de acordar.— Você é insuportável. — sussurrou.— Eu sei. — ele respondeu. — Mas funciona.Ela ia retrucar.Não teve tempo.Rafael inclinou o rosto e a beijou.Não