All Chapters of Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário : Chapter 171
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Capítulo 171— VISITA INESPERADA
Valentina não avisou que estava indo. Foi um impulso simples, quase doméstico demais para o nome Montenegro. Duas caixas elegantes nas mãos, embrulhadas com cuidado. Doces que ela tinha provado mais cedo. Gostou. Pensou nele. E decidiu subir.Entrou pela recepção da empresa com passos tranquilos, recebendo olhares curiosos — não de estranhamento, mas de reconhecimento. Já não era uma desconhecida ali.No elevador exclusivo, passou o cartão de acesso que Moreira havia lhe entregue dias antes. O painel acendeu em silêncio. Andar executivo.Lá em cima, Moreira foi avisado.— A senhora Valentina chegou.Ele não precisou perguntar mais nada.Quando as portas do elevador se abriram, Valentina saiu com um sorriso leve, quase tímido demais para quem carregava o sobrenome Montenegro. Moreira a aguardava na entrada do corredor.— Boa tarde, senhora.— Boa tarde. — ela respondeu, educada. — Me desculpa aparecer assim… se ele estiver ocupado, eu volto outra hora.Moreira sorriu de um jeito contid
CAPÍTULO 172 — LINHAS QUE NÃO SE APAGAM
O beijo ainda existia quando o telefone tocou.Não foi um toque qualquer.Foi seco. Direto. Profissional demais.Rafael parou imediatamente.Não houve suspiro, nem reclamação, nem aquele segundo a mais que normalmente ele roubava do mundo. Ele apenas encostou a testa na dela por um instante — curto demais para ser romântico, longo demais para ser casual — e então estendeu o braço para a mesa.Valentina percebeu na mesma hora.Se ele atendeu…era porque não podia esperar.Rafael atendeu com uma mão, a outra ainda firme na cintura dela.— Montenegro. — disse, a voz já outra.Do outro lado da porta de vidro, a secretária aguardava em silêncio. A ligação não passara por Moreira à toa.— Senhor Montenegro… — a voz veio contida, respeitosa — …uma ligação de Washington.Valentina sentiu o impacto antes mesmo de pensar. Washington não ligava por acaso. Washington não esperava.Ela se inclinou levemente, os lábios próximos ao ouvido dele, e murmurou:— Pode atender.Rafael não respondeu a ela.
CAPÍTULO 173 — DEPOIS DA TEMPESTADE
A chuva ainda batia forte contra o vidro quando tudo finalmente desacelerou.Valentina estava deitada sobre o peito de Rafael, a pele quente contrastando com o ar mais frio que entrava pelas frestas da janela. O coração dele batia firme sob a orelha dela, num ritmo constante, seguro — quase perigoso demais para alguém como ele.Rafael passava a mão devagar pelas costas dela, um gesto distraído, íntimo, como se o mundo tivesse encolhido até aquele quarto escondido no alto da cidade. Os dedos desenhavam caminhos lentos, sem pressa, como se quisesse memorizar cada centímetro.Valentina suspirou fundo.Não era um suspiro de cansaço. Era de rendição contida.— Eu tenho que ir… — murmurou, a voz baixa, preguiçosa, contrariada.Rafael não parou o movimento da mão. Nem respondeu de imediato.— Pode ficar aqui. — disse, tranquilo. — Até eu ir embora.Ela fechou os olhos por um segundo, absorvendo a proposta como quem prova algo bom demais para recusar… e exatamente por isso perigoso.Suspirou
CAPÍTULO 174 — O AZUL QUE QUEBROU O OURO
A mansão Montenegro estava diferente naquela noite. Desde a chegada de Vittória, o ambiente tinha ficado mais denso. Mais rígido. Como se as paredes lembrassem exatamente quem mandava ali antes… e estivessem curiosas para saber se continuaria assim.Valentina sentiu isso no instante em que entrou no próprio quarto e fechou a porta atrás de si.Sozinha.E, pela primeira vez naquela casa, isso não soou como exclusão. Soou como escolha.O vestido estava estendido sobre a poltrona, esperando por ela.Azul royal.Não um azul qualquer. Não um tom suave, apagado, conciliador. Era um azul profundo, firme, quase majestoso — o tipo de cor que não pede licença nem tenta agradar.O tecido era fluido, acetinado na medida certa, com um caimento que prometia acompanhar o corpo sem aprisioná-lo.Valentina se aproximou devagar.O vestido tinha alças finas, elegantes, que deixavam os ombros à mostra. O decote era preciso — não provocante demais, não tímido — apenas o suficiente para revelar segurança.
CAPÍTULO 175 — QUANDO O NOME MUDA DE DONA
O hall do Rosewood estava em ebulição controlada.Luzes estrategicamente posicionadas iluminavam a fachada com tons de azul e branco, refletindo no mármore polido como se a noite tivesse sido desenhada à mão. Câmeras se alinhavam atrás das grades de contenção, microfones erguidos, flashes prontos. Jornalistas internacionais misturavam idiomas, sotaques e expectativas.Não era apenas um evento corporativo.Era um marco.Os primeiros carros começaram a chegar.Executivos. Investidores. Representantes políticos. Tudo seguia o protocolo — até que o burburinho mudou de tom.— É o carro do Montenegro.— Chegou.— É agora.O veículo preto parou diante da entrada principal.O motorista desceu primeiro. Abriu a porta traseira.Rafael Montenegro saiu do carro com a precisão de sempre. Terno preto impecável, postura firme, olhar calculado. O homem que o mercado conhecia.Mas ele não avançou.Estendeu a mão de volta para dentro do carro.E então ela apareceu.Valentina desceu com elegância natura
CAPÍTULO 176 — O NOME QUE SE TORNA INEVITÁVEL
O silêncio no salão era absoluto.Não o silêncio constrangedor de eventos vazios — mas aquele silêncio caro, denso, que só existe quando pessoas poderosas sabem que algo importante está prestes a acontecer.Rafael Montenegro estava no centro do palco.Atrás dele, o telão projetava imagens em movimento contínuo: centros logísticos em diferentes continentes, linhas de produção automatizadas, gráficos ascendentes, dados pulsando como um coração global. A Montenegro Corp apresentada não como empresa… mas como sistema.— A expansão que anunciamos hoje — dizia Rafael, a voz firme, medida — não é apenas geográfica. É estrutural. É cultural. É estratégica.Ele caminhava alguns passos pelo palco, sem pressa, dominando o espaço com a naturalidade de quem nasceu para comandar salas daquele tamanho.— Não estamos falando de crescimento irresponsável. Estamos falando de controle, governança e sustentabilidade em escala global.No salão, investidores assentiam. Executivos trocavam olhares calculado
CAPÍTULO 177 — O PESO DO QUE FOI DITO
Os aplausos ainda ecoavam quando Rafael deu um passo para o lado, abrindo espaço para Valentina descer primeiro.Ele segurou a mão dela.Valentina sentiu o calor da mão dele se fechar na sua — firme, seguro — e desceu ao lado dele. Não havia pressa. Não havia hesitação. Apenas a certeza de que aquele momento não podia ser apressado.O salão permanecia em movimento controlado. Executivos se levantavam, jornalistas reposicionavam câmeras, investidores já murmuravam números antes mesmo que o som ambiente fosse retomado por completo.Rafael manteve a postura ereta, o olhar à frente.Mas, por um segundo breve, desviou os olhos.Vittória conversava com um pequeno grupo, o sorriso social intacto demais. Augusto observava tudo com atenção satisfeita — aquele brilho contido de quem vê cifras antes mesmo de elas se confirmarem no papel.Foi então que Moreira se aproximou.— Senhor. — disse apenas, estendendo o tablet.Rafael parou imediatamente.O corpo ainda estava no evento.Mas a mente já ti
CAPÍTULO 178 — QUANDO AS COBRAS SORRIEM
O salão ainda vibrava, Vittória segurava a taça de champanhe com firmeza excessiva. O sorriso social permanecia intacto, mas os olhos… os olhos não acompanhavam mais.Ela observava.Valentina cercada.Valentina ouvida.Valentina reconhecida.Aquilo não era apenas uma noite bem-sucedida. Era uma ruptura simbólica. Um deslocamento de eixo.— Impressionante, não acha? — disse uma voz feminina, suave demais para ser inocente.Vittória não precisou virar o rosto para saber quem era.Helena Montenegro aproximou-se com a tranquilidade de quem não precisava provar nada a ninguém. O vestido claro contrastava com o verde pesado de Vittória. Menos ostentação. Mais herança no sangue.Uma verdadeira Montenegro.Helena ergueu a taça e observou Valentina ao longe, como quem aprecia uma obra de arte recém-revelada.— Sua nora está brilhando hoje. — comentou, com um meio sorriso. — Algo que você… nunca conseguiu, não é, minha cunhada?O golpe foi cirúrgico.Vittória sentiu primeiro no estômago. Depois
CAPÍTULO 179 — QUANDO O CHÃO SE MOVE
— Senhora…A voz feminina a puxou de volta.Valentina virou o rosto e encontrou a garçonete parada ao lado, bandeja impecável, postura discreta.— Água tônica com limão e gelo. — pediu, sem pensar demais.A mulher assentiu e serviu com cuidado. O copo frio tocou seus dedos e Valentina agradeceu com um aceno breve.— Obrigada.Levou o copo aos lábios.O primeiro gole foi automático.O segundo… estranho.O gosto parecia diferente. Mais amargo do que deveria. Mais denso. Como se algo tivesse ficado no fundo da língua.Ela piscou.Uma vez.Duas.O foco demorou meio segundo a mais para voltar.Valentina respirou fundo, tentando ignorar a sensação súbita de peso nos ombros. O corpo parecia mais lento. Os pensamentos, ligeiramente atrasados.Talvez seja só cansaço, pensou.A taça desceu novamente até a mesa.O chão pareceu se mover um centímetro sob seus pés.Um cansaço que não combinava com a noite. Nem com a adrenalina que ainda deveria estar correndo nas veias. Muito menos com o fato de q
CAPÍTULO 180 — QUANDO A PORTA SE ABRE
Do lado de fora, o mundo já estava pronto para devorar.— Extra! Extra! — a voz atravessou o corredor como uma lâmina.— Esposa do magnata Rafael Montenegro é flagrada traindo o marido!Celulares se ergueram como armas.Câmeras buscaram ângulos.Microfones se esticaram em direção à porta fechada.— Furo de reportagem! — alguém leu em voz alta, quase triunfante.— Socialite entra em quarto de hotel acompanhada de segurança durante evento bilionário!O corredor elegante do Rosewood se deformava em algo feio, ansioso, faminto.— Abram essa porta!— Rafael, isso é verdade?— O senhor vai se pronunciar?Moreira avançou como uma muralha.— Afastem-se imediatamente. — a voz dele cortou o barulho. — Ou todos serão processados por invasão, difamação e quebra de protocolo.Dois seguranças se posicionaram ao lado dele, braços firmes, expressão dura.Mas o estrago já estava feito.A porta diante deles — madeira escura, número dourado refletindo a luz fria — começava a girar.Rafael Montenegro não