All Chapters of Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário : Chapter 31
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CAPÍTULO 31 — A Amiga que o Castelo Não Aguenta
Rafael ainda estava soltando o nó da gravata quando ouviu o salto agudo de Vittoria atravessando o corredor como uma sentença.A porta do escritório se abriu sem permissão — como sempre.— RAFAEL! — ela entrou já berrando, peito arfando, jóias tilintando. — Eu EXIJO explicações!Rafael piscou uma vez. Lento. Perigoso.— Boa tarde pra senhora também, mãe.— Não me venha com ironia! — ela avançou. — Você me HUMILHOU na frente daquela… daquela… garota e da AMIGA DELA! Eu, sua mãe, a dona desta casa! Você perdeu completamente o juízo?!Rafael fechou a pasta sobre a mesa, manteve a expressão neutra.— Eu apenas disse a verdade.Vittoria bateu a bolsa no sofá.— E agora? Hein? Você passou DOIS DIAS sem ver Isabella no hospital! A MINHA menina! A menina que sempre ESTEVE ao seu lado! Sofrendo, traumatizada, arrasada! E você…Rafael ergueu uma sobrancelha.— Isabella teve alta no segundo dia. Não havia trauma nenhum. Só drama.O rosto dela ficou vermelho.— Como você ousa falar assim?! Enquan
CAPÍTULO 32 — Chá e problemas
Rafael assentiu curtamente e, sem esperar convite, sentou-se na poltrona à direita de Valentina.Pegou o chá. Experimentou.Bianca observou a xícara como quem observa um reagente raro.— Não imaginava o senhor como alguém que aprecia jasmim. — comentou.— Prefiro isso ao barulho de gelo tilintando. — Rafael devolveu.— Ele é bonito até tomando chá. Que ódio.Valentina quase engasgou com o próprio oxigênio.Rafael pousou a xícara, devagar, e Bianca cruzou as pernas com teatralidade.— Pois muito bem, cunhado… — ela começou, com um ar profissional e dramático — já que estamos aqui, vamos conversar sobre um problema sério que me afeta diretamente.Rafael a olhou como quem avalia a sanidade de uma pessoa.— Que problema?— O seu amigo.— Qual deles?Bianca gesticulou com as mãos.— Lucas Monteiro. O insuportável.Rafael apertou o maxilar.Um som que só Valentina percebeu.— Hmm.Bianca imitou:— Hmm não resolve nada, cunhado. Ele tá me perseguindo. Literalmente.Ele aparece na porta da mi
CAPÍTULO 33 — Uma proposta.
Longe dali no salão da Casa de Chá Windsor tudo era feito de luz dourada, madeira escura e silêncio caro.Era o tipo de lugar onde ninguém discutia.Ninguém levantava a voz.Ninguém ousava ser pobre.E justamente por isso, Vittoria Montenegro estava ali.Sentada à mesa da janela, luvas finas, joias discretas, xícara de porcelana pousada com precisão cirúrgica.Ela nem precisava olhar quando a porta abriu.Reconhecia aquele andar covarde de longe: passos curtos, apressados e ansiosos.Rogério Diniz.Ele parecia desconfortável demais naquele ambiente — como um animal selvagem jogado num palácio.— Vittoria… — ele cumprimentou, forçando um sorriso. — Sempre um prazer.— Não minta, Rogério. — ela disse, sem levantar os olhos. — Você não sabe se comportar nesse tipo de lugar.Ele travou a mandíbula, mas sentou.Vittoria fez um gesto leve para a garçonete.— Um Darjeeling para ele. Fortíssimo. Ele precisa de caráter. — disse.A garçonete se retirou, sem sequer piscar.Rogério limpou a garg
CAPÍTULO 34 — A boneca quebrada
O escritório de Rafael era todo vidro, aço e silêncio.Um lugar que deixava qualquer um desconfortável.Menos Isabella Moretti.Ela entrou como se entrasse num camarim.Bolsa pendurada no ombro, perfume doce demais para um ambiente sério, batom rosado e aquele olhar de quem ensaiou a expressão no espelho antes de sair de casa.— Rafa… — ela chamou, com voz de algodão doce estragado. — Posso?Rafael nem levantou os olhos do contrato.— Não.Isabella sorriu mesmo assim.Porque Isabella não sabia perceber limites — apenas ignorar.Ela entrou, fechou a porta devagar, como quem faz parte da vida do homem ali dentro.Chegou até a mesa e se inclinou, exibindo a postura de “sou frágil e especial”.— Eu fiquei tão triste esses dias… — ela começou, suspirando como atriz de novela das seis. — Você não foi me ver no hospital. Eu fiquei tão assustada. Eu achei que tinha te magoado… eu achei que—— Isabella. — Rafael cortou, voz baixa, precisa, perigosa. — Saia.Ela travou só por um instante, mas l
CAPÍTULO 35 — O silêncio dos que viram as costas
Valentina fechou a porta do próprio quarto.Não era exatamente um lar — era um lugar neutro, caro, silencioso demais.Uma mesinha lateral, que ela mesma tinha arrastado para perto da janela, servia agora como escritório improvisado.Notebook aberto.Pilha de papéis ao lado.Uma caneca de chá fria esquecida.Ela sentou.Respirou.A lista de contatos no celular brilhava como um desfile de memórias que, antes, davam orgulho.Agora… pareciam cordas cortadas.Apertou o primeiro nome.1ª ligação — Dr. Alexandre Prado— No momento não posso atender… deixe seu recado após o sinal…Desligou antes do bip.Sinal número um.Tentou outro.2ª ligação — Mariana Portela— Val! Quanto tempo!Valentina até sorriu. Por segundos.Mas quando explicou o motivo da ligação…— Ah… Val… complicado. Estamos com equipe fechada. E, com toda essa… exposição… seu nome está muito comentado. Não acho prudente associarmos agora.— Entendi. Obrigada.Não entendia.Mas agradecia.Sinal dois.3ª ligação — Paulo Menezes—
CAPÍTULO 36 — A verdade que não cabe numa mentira
O motorista estacionou diante do prédio antigo da Universidade de Direito de São Paulo.Valentina respirou fundo antes de descer.Roupa simples.Cabelo preso.Pulsação rápida demais para alguém que “só veio pegar documentos”.O campus parecia exatamente igual — e completamente diferente.O mesmo portão antigo, as mesmas colunas gastas pelo tempo… e, ainda assim, Valentina se sentiu como uma intrusa caminhando entre lembranças que não eram mais dela.Nunca tinha percebido o quanto a universidade era barulhenta: risadas ecoando, passos rápidos, mochilas batendo nas costas, vozes discutindo jurisprudência como se o mundo fosse simples.Ela parou por um instante no pátio central.E reconheceu o banco onde passou madrugadas estudando para Moot Court.O corredor onde chorou depois da primeira prova oral.A janela onde recebeu o e-mail de aprovação para Harvard.Parecia outra vida — porque era.A Valentina que tinha caminhado ali era firme, afiada, inquebrável.A de agora… respirava como que
CAPÍTULO 37 — A esperança antes da ruína
No quarto. Só ela. Só a mente dela. Só a força dela voltando a respirar.Valentina entrou no quarto como quem chega de uma guerra silenciosa.Fechou a porta devagar — clique.Trancou — clack.E o mundo finalmente ficou do lado de fora.O quarto estava arrumado demais, silencioso demais, perfeito demais para alguém que tinha o coração remendado com fio elétrico. Mas, naquela noite… ela não queria cama, nem descanso, nem paz.Ela queria controle.Tirou o notebook da bolsa com a reverência de quem manuseia um pedaço importante de si mesma.Colocou na mesa.Abriu a tampa.A tela ascendeu, banhando o rosto dela com aquela luz fria de “volte pra quem você é”.E ela voltou.A mente dela — aquela mente treinada, afiada, construída entre bibliotecas gigantes e debates cruéis — ligou como uma máquina esquecida, mas intacta.O relatório abriu.O cursor piscou.E Valentina mergulhou.---Primeiro revisou os contratos.Riscou cláusulas, reescreveu trechos, reorganizou pontos que qualquer aluno com
CAPÍTULO 38 — Vinhos caros
O restaurante parecia ter sido desenhado para lembrar a quem entrava que dinheiro existia para ser exibido.Luzes baixas, quentes, refletidas em cristais pendentes como pequenas estrelas domesticadas. Mesas espaçadas, guardanapos de linho engomados, talheres que brilhavam mais do que as joias em alguns pescoços. O tipo de lugar em que garçons não andavam — deslizavam.Vittória Montenegro já estava ali quando Isabella chegou.Sentada à mesa próxima à janela, de frente para a cidade iluminada, ela girava a taça de vinho branco entre os dedos longos, observando o líquido dançar com a mesma calma com que observava o mundo desmoronar quando era conveniente.O vestido dela era de um verde profundo, tecido caro que abraçava a cintura com elegância. Os cabelos presos num coque perfeito, brincos discretos demais para o valor que tinham. Em Vittória, nada destoava. Nada era exagerado. Nada era inocente.Isabella apareceu na entrada como um pequeno furacão mal contido.Salto alto, vestido justo
Capítulo 39 – Verdades venenosas.
Quando o segurança a tirou de lá, viasse o medo gritante nos olhos dela quando voltou à superfície.Não era apenas susto.Era pavor antigo.— Você sabe… — disse, voltando ao presente com um brilho diferente no olhar. — Naquele dia, na piscina, ela não ficou estranha.— Porque é inútil. — Isabella deu de ombros, despejando desprezo na frase. — Deve ter trancado aula de natação desde criança.— Não seja simplória. — a voz de Vittória veio tão afiada que Isabella se encolheu um pouco. — Não era frescura. Não era vergonha de cabelo molhado. Aquilo ali… era medo. Medo de quem já sabe o que é afundar.Isabella respirou fundo, assimilando a informação.— Você acha que ela… não sabe nadar? — perguntou, quase saboreando a ideia.— Eu acho… — Vittória encostou as costas na cadeira, o olhar distante, como quem faz cálculos internos. — que é muito interessante ter alguém dentro da minha casa com um medo tão específico. E tão fácil de… provocar.Isabella abriu um sorriso lento. Sem graça. Sem bond
CAPÍTULO 40 — A ligação
Valentina estava sentada na beira da cama, ainda com o coração aquecido pelo pequeno triunfo daquele dia. Ter trabalhado bem, ter recebido elogio, ter sentido a própria cabeça funcionando… era como ter reencontrado um pedaço dela mesma. Ela respirou fundo, deixando o ar entrar devagar. Talvez — só talvez — a vida estivesse começando a voltar para o lugar. O celular vibrou. Uma vibração longa, insistente. Número desconhecido. Valentina franziu o cenho. Atendeu. — Alô? Demorou um segundo a mais do que o normal até que a voz surgisse do outro lado da linha. — Valentina? — suave, macia, quase hesitante. — É… Isabella. O corpo de Valentina ficou tenso imediatamente. — Isabella? O que houve? Houve um breve silêncio — calculado, como se a outra escolhesse as palavras. — Eu… eu sei que não somos próximas. — Isabella começou, a voz frágil, quase tremida. — Mas… eu encontrei algo. Algo que eu acho que você deveria ver. Valentina sentiu o estômago apertar. Algo n