All Chapters of Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário : Chapter 51
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CAPÍTULO 51 — O brilho
O salão Montenegro nunca fora tão grandioso.Lustres de cristal pendiam do teto como constelações congeladas. As paredes, revestidas em dourado e espelhos envelhecidos, refletiam luz, champagne e arrogância. Músicos de fraque tocavam violinos tão afinados que pareciam nem respirar.E os convidados…Ah, os convidados.Mulheres de vestidos que custavam o preço de um apartamento. Homens cheirando a dinheiro velho e perfume importado. Risadas altas. Sussurros venenosos. Cada grupo tentando soar mais importante do que realmente era.Até que—O MURMÚRIO COMEÇOU.Primeiro no canto direito do salão, como uma faísca discreta:— Quem é… ela?Depois se espalhou para o centro:— Você viu aquilo? A máscara… o brilho…E então, de repente, o silêncio caiu como uma cortina pesada.Os fotógrafos na entrada pararam de respirar.Os garçons congelaram com bandejas no ar.Os músicos erraram uma nota — uma única — que denunciou que até eles olharam.A porta principal se abriu.Valentina entrou.O vestido a
CAPÍTULO 52 — A PRIMEIRA FACA INVISÍVEL
O salão ainda estava em polvorosa com a aparição deles.Mas o caos diminuiu, virou correnteza organizada, abriu caminho — porque quando Rafael e Valentina se moviam, o mundo aprendia a se ajustar.Valentina mantinha o braço enlaçado no dele, postura impecável, máscara impecável, sorriso discreto e estudado. Só que…Quando duas figuras se aproximaram — como aves de mau agouro — aquele sorriso morreu um pouco.Vittória Montenegro.E Isabella Moretti.Mãe e serpente.As duas vinham firmes, carregando arrogância como se fosse joia.Valentina não precisou baixar os olhos para perceber que Isabella a fuzilava da cabeça aos pés, avaliando, comparando, odiando silenciosamente.E então Isabella sorriu.Aquele sorriso falso que mulheres de veneno nascem sabendo fazer.— Oi, querida… — ela disse com doçura sufocante. — Você está tão linda hoje.A frase era um tapa.Um “você é bonita, mas nunca suficiente” escondido no açúcar.Valentina ficou muda.Não por medo.Mas pela RAIVA controlada que subi
CAPÍTULO 53 — O COMEÇO
O salão Montenegro ainda estava preso no silêncio depois do beijo.Não um silêncio comum.Um silêncio de catástrofe social, o tipo que acontece quando a elite inteira vê algo que não deveria ter acontecido — mas que ninguém jamais esquecerá.E então…O CAOS COMEÇOU.O primeiro surto foi de Isabella.Ela ficou tão branca que parecia feita de gesso.Os olhos arregalados, a boca aberta num “o quê???” eterno, o coração saindo pela boca.— Ele… ele a beijou… — ela murmurou, devastada, a voz falhando. — Em público… na pista… NA MINHA FRENTE…A visão dela embaçou.Ela precisou segurar no braço de uma mesa.O mundo desabou sobre Isabella Moretti.Mas por trás dela…Vittória Montenegro.Ah, a matriarca.Ela viu o beijo inteiro.Inteiro.Cada milímetro.E sua expressão se partiu em três emoções distintas:1. horror,2. ódio,3. pânico velho de quem sente o poder escorrendo pelos dedos.A taça de champagne tremia tanto na mão dela que por um segundo até quem estava perto achou que seria um ataqu
CAPÍTULO 54 — ENTRE AMIGOS, ENTRE FARPAS
Valentina ficou parada no meio do salão como se o chão tivesse sumido por um instante.Rafael se afastara sem olhar para trás.Ela respirou fundo, tentando reorganizar os pensamentos, mas o salão Montenegro parecia ter virado um oceanário de tubarões famintos.Sussurros.Olhares.Fofocas embaladas em perfume caro.Valentina ergueu o queixo, impecável, mesmo quebrada por dentro.E então—Uma voz atrás dela:— Senhora Montenegro… me daria a honra de uma dança?Valentina girou.E quase chorou.Bianca.Linda, atrevida, com um vestido verde esmeralda que fazia metade do salão recalcular rota.Os olhos brilhavam.O sorriso dizia:“Amiga, eu vi tudo e estou aqui.”Valentina soltou o ar que nem sabia que estava prendendo.— Bianca…A amiga abriu os braços.— Vem cá, meu amor. Senão eu te arranco dessa máscara no tapa.Elas se abraçaram forte — aquele abraço que não pede permissão, que sustenta, que ancora.Bianca afastou um pouco o rosto, avaliando Valentina de cima a baixo.— Amiga… você est
Capítulo 55– O BRINDE
O salão Montenegro estava no auge da exuberância. Violinos afinados. Luzes douradas nas paredes.Cristais brilhando como se tivessem vida.Até que—O SOM DO MICROFONE ECOOU.O locutor do evento — voz grave, pausada, aquele tom digno de cerimônia real — anunciou:— Senhoras e senhores… por favor, dirijam sua atenção ao palco principal. Daremos início à abertura oficial do Baile Anual Montenegro.Os músicos silenciaram.As conversas cessaram.As luzes mudaram, iluminando o palco.E então…AUGUSTO MONTENEGRO subiu ao centro.O patriarca.O homem que parecia ter sido esculpido do mesmo mármore que sustentava a mansão inteira.Terno impecável.Cabelo grisalho perfeitamente penteado.Sobrancelhas arqueadas num ar de realeza natural.Ele ergueu as mãos, pedindo silêncio:— Boa noite a todos.O público respondeu com aplausos moderados — respeitosos, mas carregados de expectativa.Augusto continuou:— Este baile representa tradição, família e continuidade. — disse, em tom cerimonial. — Por déca
CAPÍTULO 56 — O VENENO
Valentina nem virou totalmente quando lançou:— O que você quer, Isabella? Não tenho tempo pra joguinhos de banheiro.Isabella riu.Aquela risada curta, debochada, que não tem graça — só ameaça.E então trancou a porta.CLIC.Ecoou na alma.Valentina cruzou os braços.— O que vai fazer? — disse, fria. — Vai me matar num banheiro de gala? No baile onde meu marido está me esperando?Isabella caminhou devagar, como se desfilasse veneno.— Não, querida. — sussurrou. — Não aqui.Só queria saber como foi o passeio de barco aquele dia. Gostou da experiência?A ameaça caiu entre elas, silenciosa como uma lâmina.Valentina ergueu o queixo.— Foi bem proveitoso. Deu pra ver como as cobras se movem quando acham que ninguém está olhando.Isabella virou as costas, foi até a pia, abriu a torneira como se estivesse num spa de luxo.— Que isso, querida… — ela disse, lavando as mãos com calma irritante. — Só mostrei o jeito italiano de resolver certos problemas.Valentina soltou uma risada seca.— Jei
CAPÍTULO 57 — O PRIMEIRO CORTE INVISÍVEL
Valentina voltou ao salão como se tivesse caminhado sozinha dentro de um furacão.Ela segurava firme a própria postura, mas o coração ainda estava correndo atrás do que tinha acontecido no banheiro.Bianca a viu de longe.E, no instante em que reconheceu o estado da amiga, veio em disparada — atravessando o salão como uma flecha teleguiada por pura indignação.— O que aconteceu? — ela perguntou, puxando Valentina pelo braço e afastando as duas um pouco da multidão. — Você tá pálida, mulher! Quem foi? Foi a bruxa? Foi aquela demônia da Moretti? ME FALA QUE EU VOU ARRANCAR OS CABELOS DELA AQUI MESMO!Valentina segurou o rosto dela com as duas mãos.— Calma, Bi. — disse, com um fio de voz. — Não vamos criar confusão. Já basta tudo que está acontecendo.Bianca estava VERMELHA de ódio.— Eu sabia! Aquela sonsa fez alguma coisa! Eu juro por tudo que é sagrado que eu vou—— Bianca… — Valentina respirou fundo. — Falta pouco pra tudo isso acabar. Eu não vou jogar gasolina na fogueira agora. El
CAPÍTULO 58 — O peso dos pensamentos.
O martelo havia acabado de descer quando o salão voltou a respirar.Mas Valentina…Valentina não conseguia.Ela continuava imóvel, as mãos entrelaçadas no colo, o coração descompassado, como se um terremoto interno tivesse acabado de acontecer e ninguém mais no mundo tivesse percebido.Rafael ainda segurava a placa abaixada.Não olhava para ninguém.Só para ela.E isso a deixava ainda mais perdida.O mestre de cerimônias voltou ao palco com seu sorriso profissional:— Dando continuidade ao nosso leilão desta noite, apresentamos agora…Valentina não ouviu o objeto anunciado.O som das palavras virou ruído distante.Bianca apoiou a mão na dela discretamente.— Respira, Vavá… — sussurrou, preocupada.Valentina respirou. Mas não era ar. Era dúvida. Era medo.Por que ele fez isso?O que pretende?Ele vai dar esse colar para Isabella também? Como “presente” igual ao anel?O pensamento veio como uma facada.O peito dela doeu.Ela virou o rosto um pouco, tentando se recompor, mas o olhar dela
CAPÍTULO 59 — A RAIVA QUE ELE NUNCA MOSTROU
Bianca saiu atrás de Valentina quase tropeçando no próprio salto.Lucas, ao ver Rafael sozinho no centro da pista, caminhou até ele com o copo vazio na mão e uma expressão de “eu vi tudo e não gostei de nada”.— O que aconteceu que a minha cunhada te deixou plantado no meio da pista? — Lucas perguntou, sem rodeios.Rafael não respondeu de imediato.O maxilar dele estava travado.Os olhos escuros, tensos, analisando mentalmente cada instante da conversa que teve com Valentina.Quando finalmente falou, foi baixo… e perigoso:— Não sei.Mas tem a ver com Isabella.Lucas soltou um bufado irônico.— Claro que tem, né. Aquela mulher é a encarnação da palavra problema.Antes que Rafael pudesse dizer qualquer coisa, Moreira surgiu ao lado deles — discreto, respeitoso, mas mais tenso do que o normal.— Senhor… — ele inclinou a cabeça. — Eu estava monitorando as câmeras de segurança do corredor lateral.Rafael virou o rosto para ele.Sombrio.Frio.Com a mesma atenção mortal de um animal preste
CAPÍTULO 60 — O JANTAR DAS MÁSCARAS
O salão do jantar estava perfeito demais.Guardanapos dobrados com precisão militar.Taças que refletiam luz como lâminas.Velas altas iluminando rostos falsamente educados.E, mesmo assim…A mesa dos Montenegro parecia um campo minado.Valentina caminhou até seu lugar sentindo o olhar de Rafael queimando em algum ponto atrás dela.Bianca foi para outra mesa.Lucas se acomodou ao lado de Rafael, como sempre observando tudo.E então…Os membros da família Montenegro começaram a se sentar.Vittória apareceu como quem já tinha engolido meio litro de fel.O rosto rígido.O sorriso duro.A aura dizendo: “Se eu pudesse, eu trocava as velas por tochas e incendiava essa garota aqui mesmo.”Helena — a tia favorita do caos — chegou com o vestido brilhando e a risada escandalosa, pronta para saborear cada gota de drama.E Enzo…Ah, Enzo.Ele se sentou com aquela calma predadora, a taça na mão, os olhos pousados em Valentina como se estivesse analisando cada microexpressão dela — e cada ameaça ao