All Chapters of Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário: Chapter 11
- Chapter 20
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Capítulo 11 - A Noite em Que Eu Quase Toquei o Que Não Deveria Sentir
Damian CavalariO corredor estava silencioso quando parei diante da porta do quarto onde havia mandado Elena esperar horas antes.O som das águas ao meu redor era a única coisa que era possível ser ouvida naquela madrugada fria. Era como se o próprio ar soubesse que eu estava prestes a cruzar uma linha que não deveria sequer considerar.Soltei o ar devagar, sentindo o cheiro de uísque impregnado na gola da minha camisa.Eu havia bebido.Não o suficiente para perder o controle, nunca chego tão longe, mas o bastante para despir as amarras que normalmente me mantinham humano. O bastante para despertar os demônios que eu mantinha enterrados.A gola da camisa estava entreaberta, tr&e
Capítulo 12 - Onde o Rei Recorda a Ferida Que o Fez Monstro
Damian CavalariA porta da cabine bateu atrás de mim com força suficiente para fazer a madeira tremer, como se o próprio iate tivesse sentido o meu descontrole por dentro.O silêncio era intenso, exceto pelo som das ondas quebrando contra o casco. O barulho ritmado era irritante, quase provocativo, era como um lembrete constante de que eu estava preso comigo mesmo e com tudo aquilo que eu passei anos tentando enterrar.Caminhei até o bar embutido, cada passo que dava sob o convés, era firme demais para alguém que deveria estar no comando. Peguei a garrafa de uísque, abri com um estalo seco e servi uma dose generosa. A bebida âmbar deslizou pelo vidro como mel escuro, espesso, quase debochado, como se me desafiasse a continuar fugindo do que eu havia
Capítulo 13 - O Rei Que Move Peças no Escuro
Damian CavalariA cabine ainda cheirava a uísque e vidro quebrado. O chão refletia o brilho da lua através da janela, criando manchas prateadas sobre os estilhaços que eu não me dei ao trabalho de recolher.Eu deveria estar dormindo, deveria estar descansando, mas o descanso não existe para homens como eu.Peguei o celular sobre a bancada e passei o polegar pela tela, até encontrar o nome que eu precisava.Alessandro Venturi.Meu cunhado, meu advogado pessoal, o homem que cuidava de tudo aquilo que não poderia aparecer em relatórios ou contratos. O único que eu confiaria na minha vida. A chamada
Capítulo 14 - A Luz Quebrada da Manhã e o Homem Que Não Veio
Elena RossiAcordei devagar.Não como quem simplesmente abre os olhos, mas como quem emerge de um mergulho profundo, rompendo a superfície em busca de ar depois de ficar tempo demais envolta em silêncio, escuridão e pensamentos que insistem em perseguir até no sono. A respiração veio lenta, pesada, carregando ecos de sonhos que eu nem conseguia lembrar, mas que deixaram um gosto metálico na boca.A cabine estava banhada por uma luz dourada, tímida ainda, entrando pela pequena janela circular como um raio de misericórdia num lugar que, até poucas horas atrás, parecia uma prisão flutuante. O brilho tocava o chão marcado por sombras, deslizava pelos móveis de madeira escura, subia pelas paredes e finalmente pousava
Capítulo 15 - Onde a Dama Tenta Andar, e o Rei Observa
Elena RossiO convés estava quieto quando Lara me guiou até a porta da cabine de desjejum.Meu coração estava uma bagunça caótica dentro do peito, mas minhas mãos estavam firmes, ou pelo menos era isso que eu tentava acreditar.Eu havia escolhido um vestido simples, o mais simples do guarda-roupa imposto pelo iate. Era de um tecido leve, um azul pálido, quase tímido. A saia caía próxima aos joelhos, delicada, com uma fluidez que contrastava com o aço que eu queria aparentar. As mangas curtas revelavam meus ombros, e o decote discreto mostrava só o suficiente para não me deixar desconfortável.Eu queria parecer forte, segura, inatingível. Mas o vestido delicado
Capítulo 16 - Onde a Dama Desaba e o Rei Assiste
Elena RossiEu mal conseguia respirar quando a porta da cabine se fechou atrás de mim, abafando o cheiro de café e o peso do olhar dele. Minhas mãos tremiam, meu estômago ainda estava embrulhado e a voz dele ainda ecoava dentro da minha cabeça. “Você tenta ser forte… mas está longe disso esta manhã.”Eu forcei passos pelo corredor, mas foi Lara quem percebeu antes que eu mesma admitisse.— Elena? — sua voz soou baixa, gentil, quase quebrando a casca dura que eu estava tentando sustentar. — Você está pálida… o que aconteceu lá dentro?Lara percebeu antes mesmo que eu entendesse. A maneira como meus ombros trem
Capítulo 17 - O Predador Que Sente
Damian CavalariA primeira coisa que percebi não foi o vento entrando pelo salão, nem o murmúrio dos funcionários, foi ela.A silhueta dela atravessou a porta lateral como uma falha na minha armadura. Eu não deveria notar, não deveria me importar, nem sentir absolutamente nada.Mas senti.Mesmo que eu tivesse conhecido Elena há exatamente dois dias, havia algo nela que me desestabilizava de maneiras que eu não admitiria nem sob tortura.Dois dias e ainda assim o impacto dela parecia velho, enraizado, familiar demais. Ela mexia comigo num nível que eu não permitia que ninguém alcançasse. E isso, essa irritação absurda
Capítulo 18 - Onde o Rei Encurrala a Dama
Elena RossiA cada passo pelo corredor até a sala de jantar, meu coração subia pela garganta como se tentasse escapar antes de mim. O relógio marcava 19h59, pontualmente como ele exigiu. O vestido que eu escolhi para o jantar, era um verde esmeralda, tão intenso quanto a cor dos meus olhos. A seda abraçava minha cintura, caía com elegância até os pés e se abria numa fenda discreta, provocante o bastante para ser notada, sutil o bastante para ser arma. Meus cabelos ruivos estavam presos num coque baixo, deixando meu pescoço exposto.Frágil, tentador, ridiculamente vulnerável. Mas eu queria que ele visse isso. Não iria demonstrar como me sentia por dentro, iria dar a ele exatamente o que ele desejava. Uma mercadoria
Capítulo 19 - Onde a Dama Descobre o Próprio Fogo
Elena RossiEu não consegui caminhar. Não consegui pensar. E, por muito pouco, não consegui respirar.Apenas existia, fragmentada, trêmula, implodindo por dentro, enquanto minhas pernas me levavam de volta para a cabine como se fossem de outra pessoa.Cada passo do corredor parecia mais longo, mais pesado, mais denso, como se o iate inteiro girasse em torno de um único ponto: Aquele toque.Aquele maldito toque no meu braço. Foi leve, quase inocente… mas meu corpo não reagiu com inocência. Reagiu como se tivesse sido incendiado. Como se algo tivesse sido despertado de repente, algo quente, profundo, que consumiu pela minha pele como um choque doce demais para ser suportado.
Last Updated : 2025-12-20Read more
Capítulo 20 - Onde a Inocência Começa a Queimar
Elena RossiQuando a água finalmente deixou de ser abrigo e passou a se tornar tortura, fechei o registro com movimentos lentos, cuidadosos como se qualquer gesto brusco pudesse revelar a mim mesma aquilo que eu estava tentando negar.A água estava fria, cortante até, mas o banheiro parecia incendiar ao meu redor.O calor que pairava no ar, não vinha da água quente, e sim de mim, ou pior: dele. Cada gota que escorria pela minha pele parecia carregar uma lembrança que eu tentei, em vão, empurrar para longe. Tentei… e falhei miseravelmente.Enrolei-me no roupão branco, macio, ainda quente do próprio ambiente. A textura suave contra minha pele, tão sensível e tão desperta, parecia amplificar tudo o que eu tentava controlar