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5 - Não foi uma noite qualquer
Author: Aya Lins
last update2025-06-24 21:14:57

As mãos dele deslizaram devagar pelas costas dela, explorando cada curva com um aperto quente.

Francine se arrepiou inteira, mas não entregaria isso tão fácil.

— Você tem mãos perigosas... Deveria avisar seus convidados.

— E você tem uma boca que devia vir com aviso de incêndio.

Ela riu, enquanto deixava ele abrir lentamente o zíper do vestido. Cada segundo era mais quente que o anterior.

— Vai devagar. Esse vestido não foi feito pra ser rasgado.

— Eu sou um homem cuidadoso.

— É mesmo? Cuidado é a última coisa que eu esperava de você.

Ele colou o corpo ao dela, já sentindo o calor da pele por baixo do tecido.

— Então talvez eu esteja prestes a te surpreender.

A mão dele deslizou pela fenda do vestido, subindo sem pressa.

Quando chegou à cintura e descobriu que não havia nada entre o tecido e a pele, parou por um instante, como se o ar tivesse mudado.

Ele aproximou a boca do ouvido dela.

— Isso é traiçoeiro — sussurrou, rouco.

Ela sorriu, maliciosa.

— Pelo visto, eu que te surpreendi.

Ele não resistiu. Queria perguntar quem ela era. Quase.

Mas antes que a pergunta escapasse, ela pressionou o dedo contra os lábios dele, e fez um “shhhh”.

Palavras foram banidas. O desejo, não.

O olhar de Dorian queimava.

Ele abaixou lentamente a alça do vestido, os lábios seguindo o caminho até o pescoço dela. A boca explorava como se marcasse território.

A cada centímetro, um arrepio. A cada toque, uma resposta silenciosa.

Quando o vestido caiu no chão e os seios ficaram expostos, ele deslizou a língua até eles, faminto, firme, devoto.

Mas antes que pudesse saborear mais, Francine o empurrou com força sutil e o jogou na cama, subindo imediatamente sobre ele como uma deusa tomando posse de seu altar.

Sem pressa, com os olhos vidrados nos dele, ela começou a abrir os botões da camisa, um por um.

Ele a tocava enquanto ela fazia isso, com as mãos firmes no quadril, depois na cintura, e por fim apenas observando, como se a visão fosse sagrada.

"Como ela pode ser tão perfeita?" — pensou. Mas nem ousou dizer em voz alta. Ali, palavras não tinham mais espaço.

Quando ela finalmente abriu a camisa e retirou o cinto dele, ele agarrou a oportunidade.

Inverteu as posições com um só movimento, a colocando de costas para a cama.

Usou o próprio cinto para prender os pulsos dela acima da cabeça, sem força, sem pressão, apenas como símbolo de que agora ele conduzia a dança.

Se ela quisesse sair dali, poderia.

Mas não quis.

Ele beijou o pescoço, os ombros, o centro do colo, a linha da cintura… cada curva foi descoberta com a boca, como se esculpisse nela uma memória.

Ela arfava, o corpo arqueando sob ele, prestes a implodir com o toque.

Mas antes que ele a fizesse perder o juízo só com aquilo, ela soltou os pulsos com um puxão ágil, se ergueu e tomou o controle de volta.

Ela cavalgou com elegância e fome.

Retirou o que restava de roupa dele com os dedos impacientes e dançou em seu colo no ritmo da música que tocava, um batimento sensual e insistente.

O prazer crescia sem que nenhum dos dois dissesse nada.

O mundo inteiro era aquele quarto, aquela cama, aquela guerra de vontades.

E quando enfim o silêncio se quebrou com os gemidos, suspiros pesados e os corpos exaustos, eles sabiam: aquilo não seria uma noite qualquer.

Ela foi dele, com tanta entrega quanto controle.

E ele... bom, ele não estava preparado para o que aconteceria depois daquela noite.

Pela manhã, o quarto estava banhado por uma luz suave quando Dorian acordou.

Virou-se na cama, ainda envolto no calor da noite anterior.

Mas o outro lado estava vazio.

Ela havia ido embora.

A única coisa que restava era a máscara escarlate, deixada cuidadosamente sobre o travesseiro.

E ao lado dela, um bilhete em letras pequenas e seguras:

“Pra você guardar de lembrança. Mas não se acostume. Não sou do tipo que repete histórias.”

Dorian leu uma vez. Duas. Três.

Sorriu.

E sussurrou:

— Senhorita Escarlate... você ainda vai dançar muito no meu colo.

Dorian se trocou com calma, como se ainda tivesse esperanças que a mulher misteriosa voltasse.

Vestiu uma camisa social escura, pôs o relógio no pulso, deixou o cabelo perfeitamente alinhado.

Desceu as escadas como fazia todos os dias.

Postura reta. Silencioso.

Entrou na sala de refeições da ala principal e se sentou à longa mesa de madeira nobre, como um rei solitário no trono.

O café já estava servido — como sempre. Mas, pela primeira vez em muito tempo, ele não estava com pressa.

Pegou a xícara de porcelana com uma lentidão incomum. E, enquanto tomava o primeiro gole, deixou o pensamento voltar para a noite anterior.

O beijo. O vestido. A boca cínica. A máscara sobre o travesseiro.

E ele, tão rendido ao cansaço, ou à maneira como ela o desmontou, sequer notou quando ela saiu.

Um sorriso discreto escapou.

Dorian Villeneuve sorrindo. Às oito da manhã. Durante o café da manhã.

Malu, que entrava com uma bandeja extra, quase deixou a jarra de suco cair.

Parou por um segundo perto da porta, o olhar fixo na figura de Dorian sentado à mesa.

Ele estava calmo. Lento. Com um leve sorriso no rosto.

Era quase imperceptível, mas para alguém como Malu, que trabalhava naquela casa há tempo suficiente para decifrar o humor do patrão só pelo som dos passos , aquele pequeno detalhe era uma explosão de significado.

Ela depositou a bandeja na ponta da mesa com o cuidado de quem não queria interromper o que quer que estivesse acontecendo ali.

Dorian não a olhou. Não agradeceu. Não disse nada.

Continuou tomando o café como se estivesse sozinho no mundo.

Frio. Rígido. Comedido. Mas... com um sorriso.

Malu terminou de organizar as frutas, ajeitou os guardanapos e saiu da sala como entrou: sem uma palavra.

“Francine precisa saber disso…”

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  • Nota da autora

    Chegar ao fim dessa história é estranho. Bonito, mas estranho.Foram quase seis meses acompanhando Francine e Dorian, vivendo cada tropeço, cada escolha difícil, cada reconciliação.E, no meio do caminho, Malu e Cássio surgiram quase sem pedir licença, e acabaram tomando um espaço enorme no meu coração e, espero, no de vocês também.Nada disso teria sido possível sem quem esteve aqui capítulo após capítulo, comentando, reagindo, sentindo junto.Cada mensagem, cada teoria, cada carinho ajudou a moldar essa história e deu sentido às horas passadas escrevendo.Encerrar um livro nunca é simples.Sempre dá uma dorzinha no coração, como se estivéssemos nos despedindo de pessoas que fizeram parte da nossa rotina.Mas também existe gratidão, por ter vivido isso até o fim.Espero que essa história tenha inspirado vocês a acreditarem no amor verdadeiro, mesmo quando tudo parece impossível. A confiarem em quem se ama, mas também a manterem os olhos abertos para quem está ao nosso redor, afinal ne

  • Epílogo III

    Cássio chegou em casa e largou as chaves sobre a mesa de madeira da entrada.O som ecoou baixo pelo apartamento silencioso.Enquanto soltava a gravata e tirava o paletó com movimentos automáticos, chamou:— Malu?Nenhuma resposta.Ele franziu o cenho, caminhou pelo corredor e empurrou a porta do quarto com cuidado, mas ainda assim, um pouco apressado.— Malu, você…— Shhhhhhh… — Malu levou o dedo aos lábios, pedindo silêncio, os olhos atentos.Cássio parou imediatamente.A luz suave que atravessava a cortina na janela iluminava a cena com delicadeza.Malu estava sentada na poltrona, o corpo relaxado, a cabeça levemente inclinada enquanto amamentava a bebê.O mundo parecia caber inteiro naquele gesto.Ele se aproximou devagar, como se qualquer passo em falso pudesse quebrar aquele instante.Depositou um beijo calmo na testa de Malu, depois se inclinou um pouco mais, observando a filha.— E como você está, Cassinha? — murmurou, passando os dedos com extremo cuidado pelos fios fininhos,

  • Epílogo II

    Na penitenciária o curso de empreendedorismo acontecia duas vezes por semana, sempre no mesmo horário, sempre na mesma sala sem janelas, com paredes bege encardidas e cadeiras de plástico alinhadas em fileiras quase militares.Gaspar sentava-se sempre no fundo, mais por hábito do que por escolha. Não gostava de chamar atenção. Não gostava de falar. Gostava menos ainda de ouvir discursos sobre futuro.Aquele dia não parecia diferente.O educador, um homem jovem demais para estar ali, como Gaspar diria, falava sobre empreendedorismo, gestão moderna, liderança responsável. Palavras grandes para um ambiente pequeno.Ainda assim, Gaspar prestava atenção.Não por interesse real, mas porque aprender rendia dias a menos de pena, e ali dentro o tempo era a única moeda que importava.— Hoje eu trouxe um exemplo atual — disse o educador, levantando uma revista. — Um case real, brasileiro, de crescimento sólido nos últimos cinco anos.Alguns presos se inclinaram para frente. Outros bocejaram.Gas

  • Epílogo I

    A casa estava um caos cuidadosamente organizado.Luzes montadas na sala, cabos no chão, um fotógrafo tentando enquadrar a cena perfeita enquanto Francine mudava de posição pela terceira vez, procurando um jeito minimamente confortável de sustentar a barriga já enorme.— Amor, se eu cair pra trás, você segura — ela avisou, sem nenhuma cerimônia.— Eu seguro você, a barriga, o bebê e o fotógrafo se for preciso — Dorian respondeu, ajustando a postura no sofá.Theo, com seus quatro anos recém-completos, não parecia minimamente interessado no conceito de editorial de revista.Estava inquieto no colo do pai, girando o tronco, esticando o pescoço para procurar qualquer coisa que fosse mais interessante do que ficar parado.— Theo, amor… fica quietinho só mais um pouquinho — Francine pediu, tentando manter o sorriso.— Mas eu já fiquei quieto! — ele rebateu, indignado, como se estivesse há horas cumprindo um castigo.No colo de Francine, Matheus, com pouco mais de um ano, dormia profundamente

  • 337 - Em casa

    O impacto veio antes mesmo de atravessarem as portas de desembarque.O ar quente envolveu Francine e Malu como um abraço exagerado, quase teatral, daqueles que fazem a pele lembrar imediatamente onde está.O contraste com o inverno nova-iorquino foi tão brusco que Malu riu sozinha, sentindo o suor surgir antes mesmo de dar três passos.— Meu Deus… — Francine soltou o casaco no braço. — Assim que chegarmos em casa eu quero um banho de piscina. Pra lavar esse frio até da alma.— Você acabou de sair do avião — Malu provocou. — Já quer entrar na água?— Quero — Fran respondeu, sem culpa nenhuma. — E depois quero reclamar do calor. É o ciclo natural da vida.O caminho até a mansão foi silencioso no começo.Não um silêncio pesado, um silêncio confortável, de quem ainda estava se reajustando ao próprio fuso horário e às próprias emoções.Foi Malu quem quebrou primeiro.— Fran… eu tava pensando. — Ela apoiou o braço no vidro, observando a cidade que reaparecia familiar. — Acho que tá na hora

  • 336 - Um ano... novo

    O acesso ao telhado foi mais simples do que Francine imaginava.Nada de tapetes vermelhos, portas escondidas ou seguranças de terno.Apenas uma porta metálica discreta no fim de um corredor pouco iluminado, o rangido suave da maçaneta sendo girada e, logo em seguida, o vento frio batendo no rosto como um aviso claro de que eles estavam muito mais altos do que deveriam.Assim que saíram, a cidade se abriu diante deles.Nova York parecia outra dali de cima.Menos barulhenta, menos agressiva.Um emaranhado de luzes pulsando em silêncio, prédios recortando o céu escuro, ruas que pareciam veias luminosas levando gente de um lado para o outro sem que eles precisassem ouvir o caos.A área coberta ocupava apenas parte do telhado, suficiente para protegê-los da chuva fina que começava a cair, quase tímida.Duas poltronas confortáveis, um sofá compacto encostado na parede, mantas dobradas com cuidado como se alguém tivesse pensado em cada detalhe.Uma mesa pequena com petiscos simples, queijos,

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