All Chapters of Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras: Chapter 1
- Chapter 10
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1 - Oportunidade única
— O baile de máscaras anual do senhor Dorian. — Francine olhava para as unhas bem feitas — Faltam poucas horas. Apesar de ter abandonado a carreira de modelo e agora ser apenas uma empregada comum na enorme mansão de Dorian Villeneuve, Francine ainda não tinha desistido do sonho de desfilar na semana de moda em Paris. Ela sabia que o olheiro da Agência Montblanc — um nome poderoso no mundo da moda — estaria presente no baile promovido por seu chefe, e não desperdiçaria essa chance por nada. — Você é louca, Francine. — Malu balançou a cabeça negativamente — Você vai mesmo? Você nem tem um convite! — Meu amor, eu trabalho nessa mansão. Quem precisa de convite é quem tá lá fora. Eu só preciso de um vestido e uma máscara. Malu, a colega de quarto, cruzou os braços. — Ah, tá. E onde você vai arrumar isso, espertinha? Francine abriu o próprio guarda-roupa como quem revela um segredo de Estado. De lá, puxou um vestido vermelho escarlate, longo, com uma fenda escandalosa e um decot
2 - Notada pelo chefe
No alto da escada principal, com uma taça de vinho na mão e a máscara preta escondendo metade do rosto, Dorian Villeneuve a observava atentamente. Ele não sorriu. Mas também não desviou. Francine prendeu a respiração. O plano era encontrar o olheiro primeiro. Mas foi o dono da festa que a encontrou. Ela mordeu o lábio de leve e caminhou até o bar com o andar mais elegante que conseguiu sustentar. A fenda do vestido balançava no ritmo da música. Assim que se sentou, respirou fundo e fingiu total controle da situação. — Me vê um Negroni, por gentileza — disse, com a voz mais aveludada que tinha. — Dois, por favor — uma voz grave completou atrás dela. Francine congelou por dentro. Dorian. Ele sentou-se na banqueta ao lado como se fosse a coisa mais natural do mundo. Ela não ousou olhar direto, apenas sorriu de leve e manteve o foco no bar. Ele também não pareceu reconhecê-la. Claro que não reconheceria. Em quase um ano naquela casa, ele mal sabia o nome dos empreg
3 - Já nos conhecemos?
Ela olhou para Dorian com um sorriso vitorioso. — Perdeu a cabeça de vez, senhor anfitrião? — Completamente — ele respondeu, estendendo a mão. Ela aceitou. Dorian cada vez mais curioso. Francine cada vez mais... escorregadia. Ele fazia perguntas sutis. Ela respondia com meia-verdade e um sorriso. — Você é daqui? — Hoje eu sou. — Posso saber seu nome? — Pode tentar adivinhar. Dorian sorria, mas os olhos estavam em alerta. Como se cada passo dela fosse um enigma. Francine, por outro lado, dançava com leveza. Mas por dentro, o pânico já começava a bater. Foi quando, de canto de olho, ela viu Malu, meio escondida entre duas colunas, fazendo um sinal desesperado com as mãos. Francine virou pra Dorian. — Me dá licença? Preciso... ir ao banheiro. Ele assentiu, mas os olhos seguiram ela até desaparecer do salão. No corredor, Malu já a puxava pelo braço. — Mulher, você é louca?! Dançando com ele? Chamando atenção desse jeito? Como você pretende sair dessa festa
4 - O que acontece no baile fica no baile
— E você parece... perigoso. — Isso te assusta? — Um pouco. Mas me assusta mais não saber se isso é verdade ou só charme barato. — Que tal me dar mais alguns minutos pra descobrir? Francine pegou mais uma uva. — Eu prefiro manter o mistério. — Eu prefiro quebrar ele, pedaço por pedaço. Ela riu, dessa vez sincera. Mas ainda mantinha a guarda alta. — Você tá muito convencido de que vai conseguir alguma coisa comigo essa noite. — Eu não estou tentando conseguir nada. Estou apenas aproveitando o privilégio de estar num quarto, sozinho, ao lado da mulher mais interessante do meu baile. Ela arqueou uma sobrancelha. — Que discurso manjado. Com quantas você já usou ele? — Eu não costumo discursar pra ninguém. — Claro. Você é o anfitrião enigmático, aquele que observa tudo do alto da escada. — Até que uma certa mulher de vestido escarlate decidiu atravessar meu salão. Francine sentou na cama e apoiou o cotovelo sobre a perna cruzada, deixando a fenda do vestido ain
5 - Não foi uma noite qualquer
As mãos dele deslizaram devagar pelas costas dela, explorando cada curva com um aperto quente. Francine se arrepiou inteira, mas não entregaria isso tão fácil. — Você tem mãos perigosas... Deveria avisar seus convidados. — E você tem uma boca que devia vir com aviso de incêndio. Ela riu, enquanto deixava ele abrir lentamente o zíper do vestido. Cada segundo era mais quente que o anterior. — Vai devagar. Esse vestido não foi feito pra ser rasgado. — Eu sou um homem cuidadoso. — É mesmo? Cuidado é a última coisa que eu esperava de você. Ele colou o corpo ao dela, já sentindo o calor da pele por baixo do tecido. — Então talvez eu esteja prestes a te surpreender. A mão dele deslizou pela fenda do vestido, subindo sem pressa. Quando chegou à cintura e descobriu que não havia nada entre o tecido e a pele, parou por um instante, como se o ar tivesse mudado. Ele aproximou a boca do ouvido dela. — Isso é traiçoeiro — sussurrou, rouco. Ela sorriu, maliciosa. — Pel
6 - Seduzido e abandonado
Na cozinha, o cheiro de café fresco se misturava ao barulho de panelas e conversas abafadas.Malu entrou carregando a bandeja vazia e deu de cara com Francine bocejando, encostada no balcão com a cara de quem nem lembrava o próprio nome.Malu largou a bandeja com força desnecessária só pra causar impacto.— Sua sorte é que sou muito sua amiga. Sabe que era você quem devia estar servindo o café hoje, né?Francine levantou a cabeça com um sorriso cínico e fez um coraçãozinho com as mãos.— E é por isso que eu te amo. Se eu aparecesse lá bocejando do jeito que tô, com certeza seria demitida.Malu cruzou os braços, encarando ela como uma mãe que sabe exatamente o que a filha aprontou.— Mas pelo menos você teria visto o que eu vi.Francine endireitou o corpo na mesma hora.— O quê? Conta agora!O sono sumiu como mágica.Ela chegou mais perto, quase tropeçando no avental, os olhos arregalados de curiosidade.Malu olhou pros lados, como se o próprio Dorian pudesse surgir do chão.— Ele... t
7 - Apaque essa imagem!
Dorian foi até a janela, cruzou os braços e fitou o reflexo do próprio rosto sobre a cidade lá embaixo. — Se ela entrou na minha casa... Preciso saber com quem. Se foi deixada por alguém. Se tinha um carro esperando. Ou se... realmente veio sozinha. — Tá dizendo isso como empresário — provocou Cássio — ou como homem atingido por um salto agulha no ego? Dorian sorriu de canto. — Estou dizendo isso como alguém que não gosta de ser feito de idiota. Cássio ergueu as mãos, rendido. — Ok. Tá autorizado então? Posso pedir pro pessoal de segurança separar as imagens da entrada? — Não. Deixa que eu mesmo cuido disso. — Claro. Mais emocionante quando o caçador participa da busca pessoalmente. Dorian pegou o celular, como quem já traçava um plano. — Não vou vê-la de novo por acaso, Cássio. Vou vê-la... por escolha. Cássio apenas balançou a cabeça com um sorriso de lado. — Boa sorte com isso, meu amigo. Você vai precisar. […] A sala de segurança da mansão ficava num an
8 - Que oportuno!
Francine estava na despensa fingindo estar organizando algumas latas, mas os olhos não desgrudavam do relógio de parede. Faltavam cinco minutos. Cinco míseros minutos. Ela respirava fundo, tentando manter o controle, mas o corpo todo vibrava como se estivesse prestes a explodir. — Calma, Francine. Vai dar certo. Você já repassou todo o plano, sabe exatamente o que fazer. Se o Elias fizer a parte dele, vai dar tudo certo. Vai dar tudo certo... Repetia o mantra entre os dentes como quem se agarrava a uma bóia no meio do mar. Francine olhou pela janela da cozinha. O carro preto de Dorian atravessando o portão principal da mansão. — Merda, merda, merda... A ansiedade virou pânico imediato. Ela largou tudo e saiu em disparada pelos corredores, se esgueirando até a lateral da casa, onde ficava a caixa de energia. Os dedos já tremiam sobre o disjuntor. Ainda não. Espera o momento certo... Dorian entrou com passos decididos na sala de segurança. Impecável como sempre
9 - Não pode ser
Francine parou de pular na hora. As palavras de Elias ecoaram na cabeça dela como sirenes de alerta: “Dessa vez, você não vai escapar.” Precisava de um plano, e rápido. Sem pensar muito, Francine tentou convencer Elias a entrar no jogo dela. — Faz o que combinamos, Elias. É só pular a câmera da entrada da cozinha. Se ele perguntar, você diz que não tava funcionando, deu defeito, o arquivo corrompeu, caiu um raio, passou um espírito, inventa qualquer coisa! Elias girou devagar na cadeira, olhando pra ela com um cansaço que vinha da alma. — Sai daqui, Francine. E só volte quando tiver um pão de queijo com goiabada pra mim. Ela juntou as mãos como se estivesse agradecendo um milagre. — Você vai ganhar até dois. Saiu correndo da sala com um sorriso enorme no rosto, mas o coração ainda acelerado. Ela tinha escapado. Por enquanto. Dorian entrou em seu quarto e jogou o paletó sobre a poltrona com mais força do que gostaria. Abriu a camisa devagar, foi até o banheiro e li
10 - Muito boa no que faz
Francine colocou o último prato sobre a mesa e se preparava pra recuar discretamente, quando ouviu a voz grave atrás de si: — Você é nova aqui? Ela congelou. Respirou fundo. “Não vira. Não sorri. Não entrega.” — Não, senhor — respondeu sem inflexão, quase sussurrando. Dorian girou lentamente o talher nos dedos. — Engraçado. Tenho a impressão de já ter te visto antes. Em algum lugar… mais interessante. Ela manteve os olhos fixos no chão. “Calma. Respira. Você treinou pra isso.” A voz saiu baixa, firme o suficiente: — Talvez em outra vida. Dorian arqueou a sobrancelha. Resposta espirituosa para alguém que mal falava. — E você sorri nessa vida… ou só na outra? Francine engoliu seco. O coração batia no pescoço. Mas ela se virou apenas o necessário para fazer uma reverência contida. — Posso me retirar, senhor? Dorian apoiou o cotovelo na mesa e deixou os dedos tocarem os lábios, como quem pensava. — Ainda não. Fica mais um pouco. Quem sabe você me arranc