All Chapters of Vendida para o Don 2: Chapter 151
- Chapter 160
207 chapters
Vem cá, Italianinha
Capítulo 151 Manuela Strondda A cama virou campo de batalha no segundo em que puxei a arma. Preciso admitir, o bonitão é rápido. Não pensei em mais nada, ou era ele ou era eu. Meu corpo foi antes da cabeça. O metal frio caiu na minha mão como se sempre. Firme e seguro. Meu pulso alinhou sozinho, o dedo encontrou o gatilho, e por um instante eu senti aquela certeza perigosa de quem sabe matar. Hugo não hesitou. Ele avançou rápido, sem palavra, sem aviso. O braço dele bateu no meu pulso com força exata — não para machucar, para tirar o controle. A arma saiu da linha, meu braço ardeu até o ombro, e no mesmo movimento o corpo dele colidiu com o meu. Caímos na cama. O colchão afundou traidor, me puxando para baixo junto com ele. Minhas costas tocaram o lençol, o ar saiu dos meus pulmões num sopro curto, mas eu não fiquei parada nem um segundo. Girei o corpo, puxei a perna, busquei espaço. Eu não ia ser presa ali. A raiva queimava quente no peito. Não era medo, era raiva.
Só isso?
Capítulo 152 Manuela Strondda Beijei. E beijei pra valer. Se era pra ser obediente, então seria mais que isso. O deixaria louco. A raiva foi junto, a língua invadindo espaço, o corpo respondendo contra a minha vontade. Ele me soltou, puxou-me contra si, a mão firme na minha cintura. Seu gosto doce me lembrou daquele primeiro momento que nos beijamos sem briga. Sua barba raspada roçando levemente meu rosto. Ele me faz suspirar, me faz esquecer de mim pra sentir seu beijo. Puta merda! Eu gosto. — Que gostosa… — murmurou. — Diz que me quer, Manu. Mesmo me derretendo e o beijando com gosto, isso era algo que jamais admitiria. — Nunca. — Parei de beijá-lo. Que homem meu Deus! A boca estava vermelha em volta onde chupei. Mordi o lábio. — Ainda dá tempo de decolar. — provocou. — Continue. Não disse que podia parar. — Eu te odeio, Lindström. O beijo ficou perigoso. O cheiro dele, o contato do peito contra o tecido do meu vestido… tudo conspirava. Até ouvir o soldado
Você gosta?
Capítulo 153 Manuela Strondda O silêncio dentro do jato não era confortável. Era tenso, denso. Um silêncio que pressionava os ouvidos. Eu ainda sentia o gosto amargo da cena na igreja quando ele finalmente falou, sem me olhar, os dedos ajustando o relógio no pulso com calma demais. Como se eu não tivesse visto a cara dele quando perguntei. — Então… era você mesmo, naquela janela? Sorri de lado. Um sorriso sem humor algum. — Era. Pensou o quê? Que casou com uma otária? — virei o rosto para ele, encarando de frente. — Eu investiguei você, Hugo Lindström. Você é o cara mais safado da Suécia. Ele arqueou uma sobrancelha, quase divertido. Passou por mim, escorregando a mão na minha cintura. — A internet mente o tempo todo. — Vai negar que já transou com o hospital inteiro da Suécia? Dessa vez ele riu. Um riso baixo, irritante. — Eu não transei com o hospital inteiro. — aproximou-se um pouco. — Não nego que sexo é algo de que não fico sem. Que já curti muito. Mas não
Cretino
Capítulo 154 Manuela Strondda — Abre mais… as pernas pra mim. A ordem saiu baixa, rouca, como se ele estivesse lutando contra o próprio corpo. Eu não pretendia abrir, mas o olhar de Hugo… Aquele olhar enlouquecido, escuro, fixo em mim como se eu fosse a única coisa real dentro daquele jato — aquilo valia qualquer risco. Ver Hugo Lindström sem controle, respirando pesado só por me olhar, era surreal demais para eu perder. Deslizei os calcanhares pelo lençol e abri devagar. Nada brusco. Nada fácil. Senti o ar frio tocar minha pele e, no mesmo instante, o corpo dele reagiu. O peito subiu forte, os ombros tensionaram. Ele se aproximou mais um pouco, o joelho tocando a beirada da cama. Quando puxou a calcinha agora pouco, senti o rosto esquentar. Uma vergonha breve, quase infantil, que durou menos de um segundo, porque o jeito que ele me olhou apagou qualquer desconforto. Mas agora a sensação é diferente. Sinto certo controle sobre ele. — Caralho… — ele murmurou, pass
Aprende
Capítulo 155 Manuela Strondda — Me diz… o que você quer? — perguntei, inclinando levemente a cabeça, deixando o cabelo escorrer por um dos ombros. — Porque aposto que não sabe o que eu quero. Hugo não respondeu de imediato. Os olhos desceram lentamente pelo meu corpo, demorando o suficiente para ser ofensivo… e provocador. A mandíbula se moveu antes do sorriso surgir. — Eu não assino nada se não ver lucros, Manuela. — disse, a voz baixa, firme. — E eu sei exatamente o que você quer. E o que tem a oferecer. Ele se aproximou um passo. Não encostou. Mas o espaço entre nós diminuiu o bastante para eu sentir o calor dele. — Só seja a esposa obediente em casa… — continuou, o olhar preso ao meu rosto agora — a mulher que eu preciso na cama. Uma ótima vida sexual, se é que me entende. Deslizei o peso do corpo para uma perna só, cruzando os braços devagar, como se aquilo fosse um escudo, quando, na verdade, era convite. — E em troca? — perguntei. — Vai me manter trancada e
Vou matá-la
Capítulo 156 Manuela Strondda A Suécia não parecia fria como eu imaginava. Desci do jato com postura, ajeitando a bela presilha no cabelo. Quando o carro passou pelo portão e a casa surgiu diante de mim, precisei inspirar fundo. Era enorme. Moderna, linhas limpas, vidro por todos os lados. O terreno se abria para um lago ao fundo e uma piscina absurda ocupava quase todo o quintal, refletindo o céu claro. — Caralho… — deixei escapar. Hugo observou minha reação de canto, satisfeito. — Gosta? — Não é exatamente discreta e nem tão luxuosa— murmurei debochando, enquanto descia do carro. O alívio veio rápido quando percebi os soldados parando do lado de fora. Hugo colocou a mão a frente do corpo e percebi que colocou regras. Nenhum deles avançou. Ficaram no perímetro. De bobo ele não tem nada. Entendeu muito bem que eu não pisaria num quarto com ele e com meia dúzia de homens armados do outro lado da porta. — Venha comigo. — ele disse, já entrando. — Vou te levar até nosso quar
Punição
Capítulo 157 Manuela Strondda O vídeo ainda estava aberto quando ouvi a voz dele. Grave, controlada. Perigosamente calma. — Já terminou de ver essa merda? — Levantei o rosto devagar. O seu semblante fechado denotava sua irritação. Hugo estava encostado na parede, braços cruzados, o olhar fixo em mim como se eu fosse um problema que ele ainda decidia se resolvia com lógica… ou força. — Já. — respondi, firme. Ele atravessou o quarto em poucas passadas, arrancou o celular da minha mão, desligou sem sequer olhar a tela e jogou o aparelho na poltrona mais próxima, como se fosse lixo. — Você não acreditou em mim. — disse, baixo. — Duvidou. E ainda plantou dúvida na sua família. Vai pagar por isso. Meu estômago retesou, mas eu não baixei o olhar. — Pagar? — ergui o queixo. — Como assim, pagar? Você me enganou quando nos conhecemos. O mínimo que eu merecia era o benefício da dúvida por uma vez. Ele me observou por alguns segundos. Longos. Avaliando. Então levou as mãos à
Pediu direito
Capítulo 158 Hugo Lindström Manuela não foge, ela enfrenta. Mesmo quando o corpo está tenso, mesmo quando o orgulho range por dentro, ela sustenta. É isso que a torna perigosa e sexy. E é exatamente por isso que eu precisava impor ordem agora. Ela não se mexeu quando voltei pro quarto. Isso me chamou atenção primeiro. A maioria das mulheres reage ao som da porta. Endireita a postura, testa os limites, tenta recuperar algum tipo de controle simbólico. Manuela não. Ela permaneceu exatamente como estava, sentada, os braços elevados, os pulsos presos, o corpo nu sustentando uma dignidade que não fazia sentido nenhum naquela posição. Seu queixo estava erguido. As pernas ainda fechadas do jeito que eu havia ordenado antes. Ela me ouviu. Sabia que eu estava ali. Apenas escolheu não demonstrar. Sei disso pelo modo como a respiração dela alterou o ritmo, quase imperceptível, mas real. Um intervalo mais curto entre uma inspiração e outra. O abdômen contraiu por um segundo,
Aperta mais
Capítulo 159 Manuela Strondda Eu ainda estava furiosa. Não era aquela fúria que se resolve com um tapa na mesa ou uma palavra mal colocada. Era uma fúria espessa, grudenta, que se espalhava pelo corpo inteiro e se misturava com outra coisa que eu me recusava a nomear de imediato. Ele tinha me levado até o limite com precisão cirúrgica, me esticado até onde dava, e então, com a frieza de quem controla o tempo, tinha tentado me deixar despencar sozinha. Aquilo me ofendeu mais do que qualquer mentira. Se era isso que Hugo queria provar — que podia decidir quando eu subia e quando eu caía — então tinha conseguido apenas metade do plano. Porque o resto… o resto me deixou em combustão. Uma vontade quase física de fazê-lo entender que eu não funcionava assim. Que comigo, o jogo nunca termina quando o outro decide. O corpo dele estava sobre o meu agora, e isso mudava tudo. É claro que eu sentia o quanto estava louco por mim e não queria admitir. — Que fogo você tem Itali
Cafajeste
Capítulo 160 Manuela Strondda Minhas mãos obedeceram, ainda inseguras, tentando entender o que fazia aquele corpo reagir. O efeito foi imediato. A respiração dele mudou, o maxilar tensionou por um instante quando segurei seu pênis por inteiro e mexi a mão. — Assim? — perguntei, incerta, ajustando o movimento. — Isso. — ele guiou, paciente. — Sobe e desce. Mal posso esperar pra sentir sua boca no meu pau. Fazer você querer me chupar tanto quanto eu. O modo como ele dizia as coisas não era só vulgar. Era confiante e obsceno. Meu corpo reagia antes da mente, e isso me deixava estranhamente satisfeita. — Como faço isso? — perguntei, quase rindo de nervoso. Ele soltou um som baixo, rouco, que vibrou contra mim. — Ah, caralho… Deixa eu te comer primeiro. Você não vai conseguir voltar a dar pra mim pelo menos até amanhã. Arregalei os olhos, uma mistura de nervosismo e curiosidade pulsando no peito. Ele não me deu tempo para mais pensamentos. Começou a beijar meu c