All Chapters of Vendida para o Don 2: Chapter 171
- Chapter 180
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Entendi
Capítulo 171 Manuela Strondda Hm... Será que sem a dor da virgindade fazer sexo é mais prazeroso? Estou louca pra testar... Mas claro que vou contrariar. Quero meu mafioso possessivo bem irritado. — Sai de perto de mim, não vou transar com você. — Encenei. Ele veio. Não pediu permissão. Tentou me beijar. Digo isso porque tentei evitar pra ver. Ele segurou meu rosto. Seu beijo era rude. Me mordia quando eu negava. Meu corpo respondeu antes da cabeça, traidor como sempre. As mãos dele não tinham paciência. Minha blusa não resistiu. Ouvi o tecido rasgar e ri, mesmo ofegante quando arrancou minha roupa. — Animal… — murmurei. — Você gosta. — ele respondeu, baixo, colado em mim. — Você vai ser minha agora. Do jeito que eu quero. Não é mais virgem, então vou te foder de verdade. Tentei empurrá-lo, mais por provocação do que por resistência. — Sai de cima de mim. Não vou— Ele não deixou terminar. Sabia que ele não iria parar dessa vez. Mas também sabia que negar o deixaria com
Qual o nome?
Capítulo 172 Manuela Strondda A gravata que ele havia amarrado no início estava bem frouxa já, de tanto forçar. Acho que percebeu porque me soltou. Achei que, sem a gravata, eu finalmente respiraria melhor. Bom, pelo menos me senti mais segura com as mãos livres. Meu erro foi achar que Hugo funcionava dentro de uma lógica previsível. O tecido ainda estava frouxo nos meus pulsos quando senti o colchão afundar atrás de mim. Não precisei olhar. Reconheci o som. O movimento. A forma como ele ocupava o espaço sem pedir licença. Meu corpo percebeu antes da cabeça — sempre traidor. O estalo seco do couro do cinto sendo puxado da cama fez meu estômago contrair. Quando arrancou com a calça vi que deixou ali, mas não imaginei que voltaria a usar. Virei o rosto a tempo de ver o cinto passando pelos dedos dele, lento demais para ser casual. Hugo não falava. Não provocava. Era pior quando ele ficava assim — concentrado, silencioso, como se estivesse decidindo algo que já t
Confusa
Capítulo 173Manuela Strondda — Qual anticoncepcional você toma? — Hugo perguntou, direto, sem rodeio. A forma como ele disse anticoncepcional já me deixou alerta. Não foi só curiosidade. — Dufaston. — respondi, simples. — Já faz alguns anos. O efeito foi imediato. Hugo passou a mão pelo rosto uma única vez, devagar, como quem segura a própria paciência antes que ela acabe. Virou de lado, respirou fundo, e quando voltou a me encarar, o olhar estava mais frio do que antes. — Merda. — O quê? — meu coração acelerou. — O médico disse que ajudaria… — Ajudar não resolve porra nenhuma, Manuela. — cortou, seco. — Isso não impede ovulação direito. Não é anticoncepcional confiável. Senti o estômago afundar. — Como não? Ele disse que regulava tudo… que diminuía risco… — Diminuir não é zerar. — Hugo se aproximou um passo. — Principalmente com a frequência que a gente tem feito sexo e vai continuar fazendo. Ou não? Engoli em seco. — Então você está dizendo que eu poss
Esforçar mais
Capítulo 174 Manuela Strondda Hugo voltou alguns minutos depois com a minha mala numa mão e o celular na outra, o semblante concentrado como se estivesse resolvendo meio mundo ao mesmo tempo. Colocou a mala sobre a poltrona e se afastou sem me encarar demais. Abri o zíper e puxei uma roupa simples — vestido leve, confortável, algo que não pedisse esforço emocional. Enquanto eu me vestia, ele avisou, num tom quase casual: — Já estão arrumando a mesa pra comer. Ergui o olhar pelo espelho. — Tão rápido? Estela já tinha tudo preparado? — Não. — respondeu. — Mandei comprarem pronto. Você disse que estava com fome. Assenti, surpresa comigo mesma por admitir internamente que gostei daquele cuidado silencioso. Pelo menos é atencioso. — Vou ligar para o Don Anders do escritório. — ele continuou, já se afastando. — Me espere na mesa para jantar. — Tá. Não demorei. A fome era real, física, dessas que não dão margem para orgulho. Quando cheguei à mesa, o cheiro já dizia qu
Ciúmes?
Capítulo 175 Hugo Lindström Raiva não era uma emoção rara para mim.Era uma ferramenta. Eu sabia usar. Sabia controlar. Sabia quando ativar e quando guardar. Mas aquilo… aquilo não era só raiva. Era incredulidade. Ninguém. Absolutamente ninguém jamais tinha me rejeitado antes. Não mulheres acostumadas ao poder. Não mulheres que sabiam exatamente quem eu era. Não mulheres que entendiam o que significava estar ao meu lado. E, ainda assim, aquela italiana tinha dito não. Não com jogo. Não com provocação. Não com medo. Simplesmente não quis. Como é possível? Eu fiquei parado por alguns segundos depois que Manuela voltou a correr, sentindo o sangue pulsar nas têmporas. Não era o sexo em si — embora o desejo ainda estivesse ali, incômodo, duro, insistente. Era o que aquilo significava. Ela não precisava de mim. Ela não se dobrava a mim. Ela não reagia como todas as outras. E isso está me corroendo. — Merda… — murmurei, passando a mão pelo rosto.
Nojenta
Capítulo 176 Hugo Lindström O riso de Emil ecoou pelo hall como se nada estivesse fora do lugar. — Eu só estava brincando, irmão. — ele disse, ainda sorrindo. — Adoro a sua reação quando me aproximo de alguém importante pra você. Fechei a cara no mesmo instante. — Não tem graça nenhuma, Emil. Ele deu de ombros, relaxado demais para o meu gosto. — Mas fica tranquilo. Manuela e eu já conversamos antes do casamento. Eu deixei tudo bem claro. — então virou o rosto para ela, com aquele ar insolente que sempre teve. — Eu disse que, se fizesse qualquer bobeira, nós dois morreríamos. Não foi, cunhada? O sorriso dela foi mínimo. Educado. Contido. — Foi exatamente isso que você disse. Ainda bem que conhece bem o seu lugar. — Gostei como ela se posicionou. — É... Que bom que sabe, então. — retruquei, seco. Emil era irresponsável. Sempre foi. E eu tinha certeza de que Manuela não o suportava depois do que ele fez no hospital, quando a levou à força antes do nosso casamento.
Gallina vecchia
Capítulo 177 Manuela Strondda A família de Hugo era… estranha, e eu não usava essa palavra à toa. Eu já estive sentada à mesa com inimigos declarados, homens que queriam minha morte e a de papà ou Vini, mulheres que sorririam enquanto planejavam me apunhalar pelas costas. Ainda assim, raramente me sentia apreensiva. Ali, naquela casa, o frio era diferente. Não vinha de ameaça direta. Vinha de algo não dito. De algo errado. O pai de Hugo — Lars — era sério como ele. A mesma postura rígida, o mesmo olhar de líder. Mas havia lapsos. Pequenos buracos na memória que me deixavam desconfortável. Ele havia estado no nosso casamento… e parecia já ter esquecido. Karl, o mais novo, era calado demais. Não parecia perigoso. Pelo contrário. Gentil. Atencioso. Do tipo que sobrevive porque nunca é visto como ameaça. Já Emil… Esse eu não gostei desde o primeiro segundo que o vi em Roma. Insolente. Provocador. Do tipo que cutuca só para ver sangue. Insuportável. E então h
Quente
Capítulo 178 Manuela Strondda O vinho era bom. Muito bom. Aveludado, encorpado, quente na garganta. Mas não foi o gosto que me fez levantar os olhos da taça. Foi a sensação clara de estar sendo observada. Hugo estava diferente. Mais atento do que o normal. O olhar não largava o meu rosto por tempo demais, depois descia — lento — até minhas mãos, minha boca, minhas pernas. Em seguida, desviava brevemente… para o corredor por onde Freja havia desaparecido. E então voltava para mim. — Está tudo bem? — ele perguntou, baixo. Inclinei levemente a cabeça. — E por que não estaria? Ele não respondeu com palavras. Apenas fez um pequeno movimento com a cabeça e se colocou à minha frente, ocupando espaço como só ele sabia, ficando de croqui. A mão pousou na minha coxa, firme, possessiva demais para ser casual. — Gosta do vinho? — perguntou. — Você ainda não comentou nada. Levei a taça outra vez aos lábios antes de responder. — É bom. Vi o canto da boca dele se move
Diferente
Capítulo 179 Manuela Strondda O prazer veio como uma onda quente demais para ser contida. Meu corpo respondeu antes da minha cabeça. Antes do bom senso. Antes de qualquer arrependimento que tentasse se formar. Foi intenso, profundo, quase avassalador — um tipo de entrega que me fez arquear levemente o corpo, os dedos se fechando nos lençóis enquanto o ar simplesmente deixava meus pulmões. Gozei com ele ali. Com ele reagindo ao meu redor, respirando pesado, o corpo inteiro tenso como se estivesse se segurando no último fio de controle que ainda possuía. Por um segundo longo demais, só existiu isso: a sensação, o calor, o mundo reduzido àquele quarto simples, àquele homem que parecia conter um incêndio inteiro debaixo da pele. E então… o arrependimento veio. Eu tinha pedido para que ficasse só nisso. Tinha imposto um limite como quem tenta se proteger de algo que sabe que não vai conseguir evitar por muito tempo. Meu corpo ainda tremia quando percebi que algo nele ti
A calcinha
Capítulo 180 Manuela Strondda Demorei alguns segundos para entender o que estava vendo no espelho quando levantei. O vestido azul claro, que antes caía alinhado, estava completamente amassado e enrolado na minha cintura, como se tivesse perdido qualquer noção de forma. O tecido parecia ter sido torcido, puxado, esquecido. Meu cabelo… bom, meu cabelo estava um desastre honesto. Fios soltos em todas as direções, presos apenas pela memória da presilha que já não existia. Passei a mão pelo pescoço, sentindo o laço frouxo com os seios a mostra. E então veio a sensação estranha e franzi a testa. Olhei para baixo. Cadê a minha calcinha? — Hugo? — chamei, virando o rosto na direção do quarto. — Você viu minha calcinha? Foi só então que reparei nele. Hugo estava longe. Não fisicamente — ele estava a poucos metros — mas o olhar… o olhar estava preso em algum ponto fixo da parede, distante, duro, como se a mente estivesse quilômetros dali. — Não vi. — respondeu, sem vir