All Chapters of Vendida para o Don 2: Chapter 181
- Chapter 190
209 chapters
Perigoso
Capítulo 181 Manuela Strondda O carro ainda nem tinha saído direito da rua quando a pergunta escapou. — Como a minha calcinha foi parar no seu bolso? Hugo não desviou o olhar da estrada. As mãos firmes no volante, o maxilar travado como se estivesse resolvendo um problema matemático complexo — ou evitando outro bem maior. — Não sei. — respondeu. — Devo ter colocado e nem percebi. Arqueei uma sobrancelha. — É bom me devolver. — Você está usando minha cueca. — disse, sem emoção. — Não vai precisar dela agora. Depois eu devolvo. Fiquei olhando pra ele. Todo sério. Concentrado. Frio outra vez. — Hugo… — comecei, medindo o tom. — Eu queria conversar com você sobre algumas coisas naquela casa… — É. — ele cortou. — Mas eu não. Suspirei. — Aliás — continuou — não estou a fim de conversar nada agora. Já estamos chegando e eu já estou articulando tudo o que preciso organizar antes de voltarmos pra Roma. Virei o rosto para a janela. Grosso. Em casa,
Não sei
Capítulo 182 Hugo Lindström Eu devia ter aprendido a ter uma mulher só minha. Mas agora, não sei lidar com Manuela. Cada vez que eu diminuía a pressão dos dedos nos cabelos dela, cada vez que eu baixava o tom, ela ficava. Não recuava. Não se armava. Não fugia. Manuela não respondia à força. Respondia à atenção. Mas como dar isso a ela se só consigo olhar para seu corpo? Cada pedaço de pele dela exposta. No sofá, com ela sentada sobre minha coxa direita, o corpo quente demais para alguém que dizia querer só “relaxar”, eu já sabia exatamente o que estava fazendo. Cada toque tinha um cálculo. Cada deslizar de dedos, uma intenção clara: deixar o corpo dela lembrar do meu antes que a cabeça criasse defesas. Minha mão passou pelo quadril com lentidão, sentindo a pele reagir, o músculo ceder. O polegar desenhou um caminho curto, repetido, preguiçoso. Era assim que funcionava. Sempre funcionou com as mais dramáticas das mulheres. Esperei por um retorno. Meu corpo ficou
Eu quero
Capítulo 183 Manuela Strondda Eu não esperava por essa conversa e muito menos pela atitude. Não daquele jeito. Hugo me surpreendeu não por fazer algo extraordinário, mas por tentar. De verdade.O Corvo — frio, calculista, intenso demais — parecia perdido sobre onde colocar as mãos quando não era para dominar, possuir ou conduzir ao sexo direto. E ainda assim… continuava tentando agradar. Isso, por si só, já era novo. Ele me virou com cuidado, me colocando de bruços na cama, o colchão macio acolhendo meu corpo cansado. O toque dele veio logo depois. As mãos grandes, quentes, firmes fazendo massagem. Começou pelas minhas costas, lento, como se estivesse seguindo um manual invisível que ele mesmo inventava enquanto fazia. Oscilando entre toque com intenção e toque sem. No início, eu apenas relaxei. Os músculos foram cedendo aos poucos, a tensão do dia escorrendo para longe sob a pressão exata dos dedos dele. Hugo sabia usar as mãos — isso nunca foi dúvida. O que me
Fica?
Capítulo 184 Hugo Lindström Eu não pensei nem por um segundo quando ela se ofereceu daquele jeito pra mim — tão pequena, quente, provocando sem saber que estava mexendo com algo que eu mal conseguia controlar — meu corpo assumiu antes da cabeça. Caralho. Segurar Manuela é sempre um erro delicioso. A cintura fina cabe inteira nas minhas mãos. Não é só a diferença de altura — é a estrutura dela. Delicada demais pra esse mundo. Pequena demais pra mim. E ainda assim… feita sob medida pra me enlouquecer. Eu a puxei contra mim com força. Sem pedir. Sem negociar. O som que ela fez quando a trouxe pra perto… porra, aquilo foi quase um tiro no peito. Nenhuma mulher reage como ela. Nenhuma. Manuela não ensaia. Não calcula. Não atua.Ela sente — e sente tudo, sem se importar que eu perceba o quanto gosta. É uma safada durante o sexo. E isso me fode a cabeça. Quanto mais eu a tomava pra mim, mais o desejo crescia. Não diminuía. Não aliviava. Era o contrário. Um cic
Emboscada
Capítulo 185 Manuela Strondda Acordei dolorida. Não aquela dor insuportável — era um incômodo espalhado pelo corpo, como se cada músculo lembrasse da noite passada com atraso. As pernas reclamavam quando me mexi. A lombar também, em baixo ardia um pouco. Mas o que mais me incomodou… foi outra coisa. Algo estranho por dentro. Um vazio. Abri melhor os olhos. Nenhum peso ao meu lado. Nenhum olhar me observando. Nenhuma mão grande, possessiva, verificando se eu ainda respirava — como Hugo costumava fazer sem perceber. — Hugo…? — chamei baixo. Nada. Sentei com cuidado, puxando o lençol, observando o quarto. O banheiro estava vazio. A porta aberta. O chão seco. Ele já tinha saído. E aquilo me pegou desprevenida. Não pela ausência, mas porque, na noite anterior, Hugo não foi só o Corvo. Ele foi o médico, o marido. O mesmo homem que me examinou com atenção excessiva no dia em que nos conhecemos. O mesmo que cuidou sem pressa, sem pressões, sem ordens. Algo nele estava
Astrid
Capítulo 186 Manuela Strondda O primeiro disparo veio da esquerda. Não foi aviso. Não foi intimidação.Foi para matar. — Agora! — gritei. O vidro blindado aguentou o impacto inicial, mas o som seco ecoou dentro do carro como um soco no peito. O soldado acelerou sem pedir ordem, jogando o veículo para a direita enquanto Hugo já estava com o corpo meio para fora da janela, a arma firme, o olhar gelado — o Corvo acordado por completo. Eu não pensei, só agi. A Glock já estava na minha mão quando o segundo carro tentou nos fechar pela traseira. Dois tiros. Precisos. O motorista perdeu o controle, bateu no meio-fio e virou um projétil inútil contra um poste. — Direita limpa! — avisei. — Esquerda quente! — Hugo respondeu, disparando sem desperdiçar munição. Outro carro surgiu. Depois mais um. Nossos soldados atrás deram conta. Não eram curiosos. Não eram batedores.Era execução coordenada. Os carros da escolta reagiram em sincronia. Vidros estourando, fuma
Um bambino
Capítulo 187 Manuela Strondda Hugo me observava em silêncio havia tempo demais. Aquele silêncio clínico, calculado, que ele usava quando estava avaliando risco — não pacientes. Pessoas. Situações. Eu conhecia aquele olhar. Conhecia melhor do que gostaria. — O que foi? — ele perguntou enfim, a voz baixa, já limpando o próprio braço com gaze, como se o tiro tivesse sido um incômodo banal. Engoli em seco. — Aconteceu alguma coisa com a minha cunhada… — respondi, sentindo o peito apertar. — Meu irmão atendeu o telefone, mas não contou. Disse que estava no hospital com ela. E desligou. Hugo ergueu os olhos imediatamente, recuou um passo, depois avançou. — Podemos voltar hoje pra Roma. — disse sem hesitar. — Só me deixa terminar aqui e nós vamos. Assenti. — Tá. Ele voltou a focar no ferimento, mas eu já estava ao lado dele. Tirei a gaze da mão dele sem pedir licença. — Deixa que eu cuido disso. — Manu, eu sou médico… — Eu sou sua esposa. — interrompi,
Em casa
Capítulo 188Manuela Strondda O hospital parecia outro lugar depois da notícia. Estranho até. Como se alguém tivesse aberto uma janela invisível e deixado o ar circular depois de dias de tempestade. Lucia sorria. Não aquele sorriso contido que ela aprendeu a usar na máfia. Era aberto. Verdadeiro. Com os olhos brilhando de um jeito que eu nunca tinha visto antes. A mão dela repousava sobre o próprio ventre, num gesto quase inconsciente, como se já estivesse protegendo algo precioso demais para o mundo. E Vinícius… Meu irmão parecia disposto a andar por ela. Literalmente. Ajustava a cadeira de rodas, perguntava se ela estava confortável, oferecia água, ajeitava o casaco, chamava enfermeira por qualquer coisa mínima. Quem visse de fora jamais imaginaria que aquele homem era o Don Strondda. Não resisti. — Ei… — provoquei, cruzando os braços. — Não esquece que você é o Don, Vinícius. Daqui a pouco vão começar a duvidar de você, assim tão carinhoso. Ele parou.
Na casa nova
Capítulo 189 Manuela Strondda Acordei com a casa silenciosa demais. Por um segundo, pensei que ainda estivesse no quarto da Suécia — aquele silêncio frio, calculado, que nunca era realmente paz. Mas então senti o lençol macio, o cheiro diferente, mais quente… e lembrei. Roma. Minha casa, e meu marido. O lado da cama estava vazio. Passei a mão pelo colchão, ainda levemente morno. Hugo já tinha saído. Nem precisei olhar o relógio para saber onde ele estava: hospital. Sobre a cômoda, um bilhete curto, escrito com a letra firme dele: Precisei sair cedo. Trabalho o dia todo no hospital. Deixei uma equipe completa cuidando de tudo. Nos vemos à noite. Revirei os olhos com um meio sorriso. Ao lado do bilhete, algo chamou minha atenção. Um vestido, que peguei com cuidado. Dourado claro. Tecido leve, caimento impecável. Pedrarias discretas espalhadas com precisão — nada exagerado, nada vulgar. Elegante. Caro. Muito caro, pelo visto. — Deve ter custado uma nota…
Tosse
Capítulo 190 Manuela Strondda Eu estava finalizando a maquiagem quando senti duas mãos firmes se fechando na minha cintura, grandes demais para serem discretas. Não ouvi passos. Não ouvi a porta. Só senti. Meu corpo reagiu antes da mente — um leve sobressalto, seguido de um relaxamento imediato. Só havia uma pessoa no mundo que me tocava daquele jeito sem pedir permissão. Hugo. — Eu sabia… — a voz dele veio baixa, quente, perigosamente perto do meu ouvido — que você ficaria gostosa demais. Já me arrependi de ter escolhido esse vestido. Seu cheiro continuava me tirando do eixo, mesmo depois de um dia todo de trabalho. Pendi a cabeça para trás devagar, apoiando levemente no ombro dele, encontrando o reflexo no espelho. Hugo estava impecável no terno escuro, a expressão fechada de sempre, mas os olhos… os olhos não mentiam. Me avaliavam como um território que ele precisava proteger — e, se necessário, destruir quem ousasse olhar demais. — Vai precisar lidar com is