All Chapters of Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido: Chapter 141
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Capítulo 141. Declaração
"Isabella"O caminho até a casa do Augusto foi silencioso demais. A tensão faiscava no ar, presa dentro do carro.Nenhum de nós ligou o rádio. O som do motor preenchia o espaço entre nós, junto com algo não dito, pesado, quase palpável. Eu observava as mãos dele no volante, firmes demais, os dedos tensionados, não consegui controlar meus pensamentos, lembrando daquela mão no meu corpo. O beijo no elevador ainda ardia nos meus lábios. O calor do corpo dele próximo ao meu, segurando minha mão durante o caminho como se fôssemos algo simples, um casal qualquer. Agora ele estava ali, ao meu lado. Observei os braços fortes sob a camiseta, o rosto bonito, familiar demais. Cruzei as pernas, descruzei, mexi nas mãos. Nada parecia confortável. Não era uma boa ideia voltar para casa dele. Ficar sozinha com ele. Quando chegamos, ele estacionou sem dizer uma palavra. Desceu primeiro, deu a volta no carro e abriu a porta para mim. O gesto automático, quase antigo, me atingiu com força.A casa est
Capítulo 142. Coincidências
"Isabella"O telefone tocou pela terceira vez antes que eu atendesse. Algo no horário — cedo demais, urgente demais — me deixou em alerta. Eu tinha dormido com Augusto e nem tinha passado na casa da minha tia para buscar minhas coisas.Era três da manhã quando vi no visor que era Camila.— Isa… — a voz dela veio trêmula, quase irreconhecível. — Eu estou na delegacia.Sentei na beira da cama no mesmo instante.— O que aconteceu? — meu coração disparou, já imaginando uma tragédia.Houve um silêncio curto, pesado.— Estão dizendo que eu roubei dinheiro da boate.O mundo pareceu desacelerar, cheguei a pedir para repetir porque não conseguia acreditar no que estava escutando.— Isso é impossível. Você jamais faria uma coisa dessas.— Eu sei. Mas dizem que tem imagens, que acharam o dinheiro no meu armário. Eu juro por tudo, Isabella, eu não peguei nada. Chamaram a polícia…Camila nunca foi irresponsável. Nunca precisou ser. Trabalhava dobrado, cuidava da própria vida, nunca se metia em con
Capítulo 143. Usando as armas
"Isabella"Marco Aurélio não gostava de ser surpreendido. Eu sabia disso antes mesmo de atravessar a porta do escritório. Homens como ele constroem impérios sobre controle e previsibilidade. E nada os desestabiliza mais do que aquilo que foge ao roteiro.O elemento surpresa era o meu melhor ataque.Fui anunciada pela secretária, que me lançou um olhar curioso antes de fazer a ligação. Recusei a cadeira e esperei em pé. Aquilo também fazia parte. Augusto não sabia que eu estava no prédio e, quando descobrisse, não demoraria a chegar aos ouvidos certos. As notícias corriam rápido demais pelos corredores. Eu tinha pouco tempo.— Ela pode entrar — disse a voz do outro lado da linha.Entrei.Marco Aurélio estava atrás da mesa, como sempre. Terno impecável. Postura rígida. Um rosto treinado para não revelar nada. Levantou os olhos devagar e me encarou de forma calculada. Não desviei.— Isabella — disse, sem sorrir. — Não esperava sua visita. Que surpresa.— Imagino — respondi, fechando a po
Capítulo 144. Palavras não ditas
"Augusto"Entramos em casa em silêncio.Não era um silêncio exatamente desconfortável. Eu podia sentir que havia um acordo implícito entre nós, sem que precisássemos usar palavras, aquela conversa aconteceria ali, na segurança da nossa casa. Longe de olhares curiosos, longe de ouvidos atentos demais.No carro, eu observava Isabella, concentrada nos próprios pensamentos. Era impossível ignorar o quanto ela tinha mudado em tão pouco tempo. A postura mais firme, o olhar menos ingênuo, a coragem que surgira como uma resposta a tudo que sofreu. Eu admirava aquela ousadia — de verdade —, mas o medo vinha logo atrás. Medo de que ela se precipitasse, de que se colocasse em perigo. Meu pai não era alguém que aceitava desafios. Muito menos vindos dela.Quando chegamos, observei-a caminhar até o aparador, largar a bolsa sem cuidado e seguir direto para a cozinha, como se estivesse apenas voltando de um dia comum. Como se não tivesse acabado de enfrentar o homem que sempre controlou cada espaço a
Capítulo 145. Meu novo lar
"Diana"Eu me sentia cada vez mais ansiosa para ir para casa. Nunca gostei de hospital e, ao mesmo tempo, a ideia da alta também me deixava inquieta. Já imaginava que meu pai não aceitaria que eu voltasse, mas a confirmação veio quando minha mãe mandou uma mensagem questionando se eu tinha certeza do que estava fazendo e dizendo que, caso tivesse, não precisaria voltar.Desde então, ela nem tinha vindo me visitar ou perguntado como eu estava. Esse afastamento doía um pouco, mesmo sabendo que era uma possibilidade. A verdade é que eu estava machucada, grávida, carente e, embora estivesse feliz com Ícaro ao meu lado, no fundo ainda queria um carinho de mãe.Em alguns momentos tentei fingir que estava tudo bem, mas Ícaro estava ali, atento a cada detalhe, e não me deixava desanimar.Quando finalmente o momento da alta chegou, ele assinou tudo, agradeceu, fez perguntas que eu nem teria pensado em fazer. Ainda tentava me acostumar com a ideia de que alguém estava, de fato, cuidando de mim.
Capítulo 146. Armadilha
"Augusto"Voltar para a empresa foi pior do que imaginei e as minhas expectativas já estavam baixas.Não houve resistência explícita, nenhum e-mail agressivo. As portas estavam abertas, meu nome ainda constava nos organogramas, minha vaga seguia intacta. À primeira vista, eu tinha sido autorizado a retomar meu lugar como se nada tivesse acontecido.Bastaram poucos minutos para entender: eu não tinha voltado com liberdade.Até a minha vaga no estacionamento não era a mesma. Alguns rostos conhecidos desviaram o olhar quando me viram passar. Outros sorriram de forma protocolar, como quem cumpre uma obrigação — não um gesto genuíno. Era sutil, quase imperceptível. Mas eu conhecia aquele ambiente melhor do que ninguém. Algo tinha mudado.No elevador, revisei mentalmente minha agenda. Reunião com o conselho às dez — sendo que eu nem fazia parte dele, mas, sem o César, algum filho precisava ocupar o papel. Alinhamento com a equipe às onze. Pelo menos no papel, tudo parecia normal.Na prática
Capítulo 147. O culpado
"Augusto"Depois que John saiu, ainda restavam duas reuniões — ambas uma completa perda de tempo, até mesmo porque a minha cabeça estava em outro lugar. E quando finalmente o dia encerrou fui direto à casa de Ícaro. Lidaria com meu pai outro dia, para saber se ele tinha alguma ideia de que Oliver era o responsável pelo acidente. Eu não era capaz de colocar a mão no fogo por ele, mas esperava que não estivesse acobertando o homem que quase matou a própria filha.Avisei Isabella para onde estava indo, e ela disse que me encontraria lá. No caminho, quanto mais eu pensava, mais chegava à conclusão de que Diana precisava de segurança, pelo menos até ter certeza de que Oliver tinha desistido. Quando cheguei, Isabella me esperava na porta do escritório e me levou até a casa que ficava em cima. Eu não queria ser a pessoa que repara nessas coisas — ainda mais naquela situação —, mas não consegui evitar. Assim que entrei e vi Diana recostada nas almofadas do sofá da sala, pensei no quanto aque
Capítulo 148. A casa que se desintegra
"Augusto"No dia seguinte, tentei falar com meu pai, mas ele se recusou. Passou o dia inteiro em reuniões. Entendi o recado. Ainda assim, ele não se livraria da situação tão facilmente. Decidi que conversaria com ele em sua própria casa. Também seria o momento de observar a reação da minha mãe e atualizar minha avó, mesmo contra a vontade dele.Esperei que saísse do trabalho, o que aconteceu mais tarde do que o normal, aguardei um pouco e fui para a casa da minha avó.Assim que cheguei, minha mãe me olhou espantada, claramente sem esperar minha visita. Resolvi ser direto, sem rodeios, não era um visita social. — A vó está por aqui? É sobre o acidente da Diana.— Está no quarto. Ainda não falamos com ela sobre o que aconteceu. — Ela fez uma pausa, apreensiva. — Aconteceu alguma coisa com ela?Pergunta inútil. Se tivesse falado com a minha irmã, saberia a resposta.— A Diana está bem. Se quiser, pode ligar para ela. Eu vim falar sobre quem causou o acidente.Meu pai surgiu na sala, me
Capítulo 149. Quem tem mais a perder
"Isabella"Se eu avisasse Augusto sobre o que pretendia fazer, ele jamais concordaria. Mas aquele era um movimento que eu precisava executar. Depois das últimas notícias e de saber que Oliver havia sido o responsável pelo acidente de Diana, não havia mais espaço para hesitação.Augusto tentava disfarçar o estresse, mas eu enxergava além. O retorno dele à empresa estava longe de ser como esperava e, pelo que me contou, o pai sabia do envolvimento de Oliver… e simplesmente não se importava. Contive a raiva e a indignação diante daquela constatação, como aquele pai e mãe acobertariam o homem que tinha machucado Diana. Dinheiro, poder. Eu usaria a mesma moeda. Na primeira vez eu tinha ido encontrar meu sogro com a intenção de tentar virar o jogo. Mas as coisas saíram do controle. Agora tinha os pensamentos com mais claros. Depois que Augusto saiu para trabalhar, fiquei sozinha revisando minhas anotações. A questão da minha irmã e de Carlos ficou momentaneamente suspensa, eu cuidaria di
Capítulo 150. Um pedido estranho
"Augusto"— Eu quero trabalhar com você. Acho que posso ser a sua secretária. Não precisa mandar embora a que você já tem, posso ajudá-la.Encarei Isabella por alguns segundos, tentando entender se tinha ouvido direito. Trabalhar comigo? Ser minha secretária?— Você está falando sério?Eu tinha acabado de chegar em casa depois de mais um dia frustrante no trabalho, e Isabella havia preparado um jantar completo. Agora, tudo aquilo parecia ter intenções ocultas, já que ela só fez o pedido depois de servir a comida.— Seríssimo — respondeu, sem hesitar. A determinação estava estampada no olhar.Balancei a cabeça lentamente enquanto enchia minha taça de vinho.— Não é uma boa ideia. Não com tudo o que está acontecendo e não sei se provocar ainda mais o meu pai vai ajudar.— Não vai provocar seu pai — rebateu, firme. — E tenho certeza de que ele não vai dizer nada. Além do mais não posso ficar aqui sem fazer nada, Augusto. A empresa do meu pai acabou, eu não sou mais sócia do Ícaro, e o es