All Chapters of Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido: Chapter 151
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Capítulo 151. Último Recado
"Isabella"— Não entendi… por que você quer trabalhar lá? — Camila perguntou, um pouco incrédula, quando soube que eu agora era secretária do Augusto.— Não quero ficar em casa, sem fazer nada — respondi. Era uma meia-verdade e, pelo olhar dela, Camila sabia muito bem que havia mais por trás disso, mas ainda não era o momento de falar.Minha prima andava meio deprimida nos últimos dias. A acusação de roubo na boate seria resolvida em breve, mas ela havia perdido o emprego e, como as notícias corriam rápido, dificilmente conseguiria trabalho em outro lugar do mesmo nível.— O que você falou para a sua mãe? — perguntei, mudando de assunto.— Inventei uma desculpa. Disse que tinha chegado a hora de mudar de ares. No fim, ela ficou feliz, porque agora estou em casa à noite. Nem chega a ser uma mentira… quando tudo isso se resolver, vou mesmo precisar mudar de ares. Aí posso mandar currículo sem me preocupar com a minha ficha criminal.— Eu sinto muito por tudo isso. Não queria que nada di
Capítulo 152. Aliada
"Diana"Ícaro me tratava como uma princesa, e eu gostava de ser tratada como uma.Até aquele ponto da minha vida, eu realmente vivia como uma princesa, mas apenas no que dizia respeito a dinheiro. Ninguém jamais havia cuidado de mim do jeito que Ícaro cuidava: com atenção, presença e delicadeza, o que me deixava cada dia mais apaixonada. A notícia de que Oliver era o responsável pelo meu acidente me deixou assustada, mas não surpresa. Ele era covarde a esse ponto. Ele já sabia do meu envolvimento com Ícaro e, com certeza, sabia onde ele morava;. Eu tentava não pensar em onde Oliver poderia ter se metido, nem se voltaria para terminar o que havia começado. Ícaro fazia o possível para me acalmar, mas, com a perna quebrada e grávida, eu me sentia extremamente frágil e dependente. Era nesse estado de espirito que em encontrava quando minha avó e minha mãe apareceram para me visitar. Fiquei genuinamente feliz ao ver minha avó, que me abraçou forte e perguntou como eu estava, preocupada
Capítulo 153. Dia um
"Isabella"Não esperava ficar nervosa no meu primeiro dia de trabalho, mas, quando nos aproximamos do prédio, senti o estômago embrulhar.Augusto me olhava de um jeito estranho, eu podia imaginar que ele queria perguntar, ter certeza do que eu estava fazendo. Pretendia explicar tudo em breve, mas ele me acharia louca. Aliás, se eu dissesse tudo o que se passava na minha cabeça, ele certamente teria certeza da minha loucura. Entrei no prédio da empresa com a postura ensaiada de quem sabe exatamente onde pisa. Era mentira. Mais uma vez, me vi em dúvida sobre minhas ideias, meus planos, que até aquele momento não tinham dado o resultado esperado. Mas, dessa vez, precisava dar certo.A recepção estava mais movimentada do que eu imaginava. Alguns rostos curiosos, outros claramente indiferentes. Sorri para a recepcionista, que devolveu um sorriso protocolar antes de me entregar o crachá provisório.Subi com Augusto, ainda em silêncio. No andar dele, haviam colocado uma mesa para mim. Assim
Capítulo 154. Que mulher é essa?
"Augusto"A primeira reunião do dia era simples demais para justificar a quantidade de gente envolvida, isso até descobrir que o assunto era um pouco mais sério. Diretores, membros do conselho, alguém do jurídico “apenas para acompanhar” e minha secretária oficial, sentada à minha direita, com um tablet e um caderno à mão. Isabella ocupava a mesa menor, um pouco atrás de mim. Discreta. Silenciosa. Exatamente onde ninguém prestaria atenção.Todos ali sabiam que ela era minha esposa. Disso eu tinha certeza.Tentei fingir naturalidade quando meu pai entrou na sala. Ele caminhou até a cabeceira como a autoridade que sempre fora. Não olhou para mim — ou fingiu não notar a minha presença, menos ainda a de Isabella. A pauta girava em torno da expansão da SEG29 para o mercado internacional. Eu não fazia ideia do que ele pretendia agora que o casamento de Diana não aconteceria mais. Ele precisaria encontrar outro acordo.— Vamos ter que mudar de planos. Receio que o acordo com Paulo não vá
Capítulo 155. A secretária do César
"Isabella"Com uma semana de trabalho, eu já estava bem adaptada à rotina da empresa e à rotina de Augusto.Maria ainda me observava com desconfiança, mas consegui, ao menos nesse primeiro período, mostrar que eu era mais do que apenas a mulher do chefe. Estava alinhada com ela, profissionalmente e no dia a dia.Aos poucos, comecei a conhecer as pessoas pelo nome, a me aproximar dos grupos e a circular entre eles, sempre com atenção às fofocas, principalmente as que envolviam o conselho, claro que todo mundo se fechava quando me aproximava e ninguém em sã consciência fofocaria comigo, o ideal era achar os oportunistas que venderiam informações por dinheiro ou vantagens. Diana havia me passado alguns nomes importantes, mas eu precisava agir com cautela. Era essencial circular de forma natural, sem parecer alguém em busca de informações. Ainda assim, ao fim da primeira semana, decidi procurar Karina, a secretária de César.Segundo Diana, Karina era alguém de interesse. Pessoa de confia
Capítulo 156. Na mesma moeda
"Augusto"— Da próxima vez podemos contratar um cozinheiro para fazer o jantar. Não gostei muito da minha comida… achei que estava com um gosto estranho — comentou Isabella, enquanto organizava a cozinha.— Estava deliciosa, como sempre — respondi, sincero — Eles adoraram e tenho quase certeza que podemos marcar mais vezes. Recuperar o respeito dentro da empresa exigia mais do que trabalho duro. Exigia o resgate de antigos laços, amizades que haviam sido afastadas pelo momento conturbado da minha saída e por tudo o que aconteceu depois.Em apenas duas semanas de trabalho, Isabella já acumulava convites para jantares e eventos. Aquele, porém, fora o primeiro jantar em casa. Ela fez questão de cozinhar e organizar tudo sozinha para Tadeu e a esposa, ele era um membro do conselho com quem eu nunca tivera grande proximidade. Havíamos nos encontrado por acaso no almoço, em um restaurante, e a conversa fluiu de forma surpreendentemente natural.Mas a chave era Isabella, ela tinha o dom de
Capítulo 157. Visita
"Isabella"Ainda sentia o estômago embrulhado quando parei diante do prédio baixo e cinzento do Centro de Detenção Provisória, eu tinha mandado a minha irmã para aquele lugar, não consegui evitar sentir uma estranha satisfação, finalmente tinha atingido Karen do jeito que ela merecia.Antes de vê-la, fui revistada. Bolsas, documentos, celular. Tudo entregue, tudo anotado. Um agente conferiu meu nome em uma prancheta, outro explicou as regras com voz automática: nada de contato físico, tempo limitado, qualquer alteração de tom encerraria a visita. Assenti em silêncio. Eu não precisava tocar Karen, não haveria abraços, duvido que nesse ponto existisse ainda algum sentimento entre nós que não fosse raiva e rancor. O espaço de visitas era pequeno e parecia improvisado, com cadeiras e mesas de plástico. Havia outras mulheres ali, algumas falando baixo, outras chorando. Um agente permanecia encostado na parede, braços cruzados, observando tudo.Karen entrou escoltada, usando roupas simples
Capítulo 158. Transformada
"Isabella"Fui direto para a casa da minha tia ver como estava meu sobrinho, se precisava de alguma coisa. A pontada de culpa ameaçou de novo, uma sensação estranha, insistente, roendo por dentro. Ignorei mais uma vez. Minha tia me recebeu com o desespero de sempre. Cuidava do menino com amor, atenção excessiva até, mas passou quase meia hora falando de Karen, da prisão, do escândalo, de tudo o que ela tinha feito para acabar atrás das grades.— E agora, o que vai ser desse menino sem mãe? — perguntou, enquanto observava meu sobrinho engatinhar pelo tapete da sala, brincando, alheio a tudo o que acontecia ao redor dele.— Ela tem advogados cuidando do caso, tia — respondi, prática e um tanto fria. — Tudo culpa daquele desgraçado — ela continuou, exaltada. — Parece que entrou nessa família só para destruir todo mundo. Vocês duas se deixaram enganar. Ele sim merecia apodrecer na cadeia.Nisso eu concordava. Carlos merecia tudo de ruim. Mas ali, olhando para o menino — que já estava
Capítulo 159. Além dos próprios princípios
"Augusto"John havia conseguido informações sobre o processo de Karen e Carlos, mas para completar o quebra-cabeça foi necessário um advogado e não qualquer um, mas alguém extremamente bem relacionado, capaz de acessar informações sigilosas.Karen e Carlos ainda eram representados pelo mesmo advogado, embora fosse evidente que essa situação não se sustentaria por muito tempo, considerando o rumo do processo. As principais acusações eram extorsão, roubo de informações e lavagem de dinheiro. Todos sabiam que eles faziam isso havia anos, mas antes não existiam provas concretas. Agora, porém, o cenário era outro: um empresário rico havia sido chantageado, e tudo estava documentado de forma clara e explícita, ligando diretamente Carlos e Karen ao esquema.Havia documentos, contas bancárias em nome dos dois recebendo os valores, registros de transferências. Ambos alegavam inocência. Karen dizia não conhecer aquelas contas, mas os dados estavam vinculados a ela, além de um celular utilizado
Capítulo 160. Retorno inesperado
"Isabella"Continuei visitando meu sobrinho. Não era exatamente culpa que eu sentia pela prisão da Karen, mas ele não tinha nada a ver com a confusão toda. Saía do trabalho direto para a casa da minha tia e, quando o tinha nos braços, me esforçava ao máximo para não pensar que a responsável por ele estar, naquele momento, sem a mãe era eu.Karen merecia. Eu não tinha dúvidas disso. Ainda assim, sentia raiva por ela continuar me atormentando, até quando não estava por perto.Os dias seguiram assim e quando Camila me ligou para contar que Karen tinha sido solta e já estava em casa, não fiquei surpresa. Eu tinha analisado, pesquisado, sabia que a liberdade era provável. Ela voltou a morar com a minha tia. A casa, os bens, o dinheiro, tudo havia sido apreendido. A situação de Karen agora era real e ela não tinha nada, dessa vez, eu sabia que não era fingimento.Sobre Carlos, eu não sabia muito. Apenas que continuava preso. Não só ele, mas o irmão também tinha sido preso, isso, no entanto,