All Chapters of Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido: Chapter 161
- Chapter 170
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Capítulo 161. O anel
"Diana"Finalmente tinha chegado o dia de ir ao hospital e me livrar da imobilização, não aguentava mais passar dias inteiros entre o sofá e a cama. Precisava da minha liberdade, precisava voltar a me mover, a sentir que tinha controle sobre o próprio corpo outra vez.Ícaro deu um jeito de me acompanhar, percebia que, nas últimas semanas, ele vinha trabalhando mais do que o normal. Estava visivelmente cansado, às vezes até estressado, embora sempre disfarçasse e garantisse que estava tudo bem. Meu objetivo, a partir daquele dia, era simples, voltar a me movimentar, já que estava recuperada, e começar a decidir o que faria da vida.Trabalho eu não tinha mais. E, apesar de ainda ter algum dinheiro guardado, o suficiente para viver um tempo sem fazer nada, essa definitivamente não era a minha pretensão. Durante aqueles dias percebi o quanto sempre dependi da minha família.Sem trabalhar na empresa e sem morar sob o mesmo teto do meu pai, seguindo as regras dele, eu não era milionária.
Capítulo 162. Confronto paterno
"Diana"Com a felicidade, veio também o medo. O medo de perder tudo. Alguns dias depois, quando Isabella me mandou uma mensagem avisando que Oliver estava na cidade, tentei manter a calma. Eu não podia passar nervoso, não podia me desestabilizar por causa do bebê, mas era impossível controlar o que sentia. O coração acelerou, as mãos suaram, e a sensação de perigo voltou como um fantasma que eu nunca consegui enterrar de verdade.A polícia nunca tinha me procurado por causa do acidente. E, sabendo que foi Oliver, não precisei de muito para confirmar o que sempre soube, o nome dele jamais chegaria a uma delegacia. O pai o protegeria de tudo e o meu pai também.Não esperava nada diferente do meu pai. Ele já tinha cumprido tudo o que prometera: me demitiu, me deserdou, me afastou da família. Ainda assim, doeu saber que ele continuava conversando normalmente com Oliver depois do que ele fez comigo. Aquilo foi mais do que abandono. Foi traição.Minha mãe continuava omissa, sem se importar
Capítulo 163. Uma precaução a mais
"Augusto"— Diana quer fazer um jantar na casa do Ícaro para comemorar o noivado. Agora que ela está melhor, quer comemorar do jeito certo, uma coisa pequena só com a família. Pensei em levar minha tia e a Camila também. O que você acha?Isabella tinha se acalmado um pouco depois que soubemos da visita do meu pai à Diana. Agora, o rompimento entre os dois era definitivo. Eu só queria ter certeza de que Oliver tinha desistido mesmo e não ousaria tentar nada, nem se aproximar dela.— Acho ótimo, só não sei se a sua prima vai querer ir depois de o César fez, pensei que ela queria distância de todos nós, além dissso tem a sua irmã — Nunca tinha comentado para Isabella que até tinha tentado encontrar César, mas ele realmente não queria ser encontrado e não tirava a razão de Camila de se manter afastada. — Você tem um pouco de razão, mas vou perguntar mesmo assim e a Karen não quer me ver nem pintada de ouro. E olha que ela gosta de ouro, minha tia pediu que eu não aparecesse por enquant
Capítulo 164. Outra ameaça
"Augusto"Isabella me lançou um olhar estranho quando saí do escritório avisando que precisava dar uma saída. Não tive tempo de explicar.O lugar era perto e fui a pé, acompanhado de perto pelos seguranças. Não era louco a ponto de me encontrar com Selena completamente desprotegido.Ela já estava sentada, me esperando. Continuava uma mulher bonita. Vestia roupas elegantes, o que indicava que a vida tinha melhorado desde a última vez que conversamos, quando ainda trabalhava como caixa de supermercado.— Selena…— Augusto Salvatore. Sempre um prazer te encontrar de novo.— Qual o motivo desse encontro tão urgente? — fui direto. Não tinha tempo para rodeios.— Estou de passagem. Finalmente vou embora do pais, nada como recomeçar de novo — disse com um sorriso calculado. — Mas antes achei que você gostaria de saber que o Enzo voltou. Ele me ligou pedindo dinheiro. E antes que pergunte… sim, ele ainda quer se vingar de vocês. Todos vocês.Como se não bastasse, agora mais essa. Enzo.— Obri
Capítulo 165. O retorno de um sonho
"Isabella"Augusto ameaçou me arrastar até o médico caso eu não fosse. Para ser sincera, não via necessidade alguma. Tinha certeza de que não era nada demais, apenas o nervosismo e as emoções intensas das últimas semanas.Por isso preferi ir sozinha, logo pela manhã, para acabar de vez com aquilo. Em breve teria o jantar na minha casa e o noivado de Diana, não podia perder tempo.No consultório, expliquei como vinha me sentindo nos últimos dias. Pela expressão do médico, achei que ele também considerava a possibilidade de ser apenas algo emocional.— Vou pedir alguns exames — disse ele —, incluindo um teste de gravidez, antes de solicitar uma endoscopia.— De gravidez? Não precisa, não tem possibilidade — respondi de imediato.— Por que não? A senhora é casada, não é?— Sou, mas sei que não há possibilidade.— Bem, se existe uma vida sexual ativa, sempre existe a possibilidade. Métodos contraceptivos não são cem por cento eficazes.— Mas eu não posso engravidar — tentei explicar, resu
Capítulo 166. Rua silenciosa
"Diana"— Eu sei que é a casa. Por que não posso tirar a venda? — falei rindo, ainda achando graça no fato de Ícaro ter me levado até o carro, colocado uma venda nos meus olhos e prometido uma surpresa.— Não estraga a surpresa, coração.Ri novamente, ajustando a venda, não achava que ele já conseguiria uma casa tão rápido. O trajeto demorou. Demorou mais do que eu esperava, o que significava que ele tinha escolhido outro bairro, me senti ansiosa para saber onde ficava a surpresa. Ícaro colocou uma música suave e pediu para eu relaxar. Desde que ele tinha comentado sobre o projeto de comprar outra casa, vinha fazendo mistério. Agora eu tinha certeza de que era isso que ele iria me mostrar. Só não fazia ideia se pretendia comprar algo pronto, construir do zero ou reformar. Sempre que eu perguntava, ele sorria e dizia que, no tempo certo, eu saberia.O carro finalmente parou. Ícaro desceu primeiro e, logo em seguida, abriu a minha porta, ajudando-me a sair e a caminhar alguns passos. O
Capítulo 167. Desespero
"Augusto"A conversa com meu pai sobre o retorno de Enzo foi completamente improdutiva. Com apenas duas frases, fui dispensado. Ele não demonstrou qualquer preocupação com um possível ataque e sequer considerou Enzo digno de nota.Mesmo assim, conversei com John e pedi que dobrasse a segurança. Era melhor prevenir do que remediar.No fim do dia, Isabella avisou que precisava resolver um assunto e saiu mais cedo, dizendo que me encontraria em casa e prepararia um jantar especial.Já me preparava para entrar no carro quando Diana ligou. No primeiro momento, não consegui entender nada. Minha irmã falava de forma alterada e confusa. — Diana, espera. Não estou entendendo. Fala devagar.Ouvi quando ela fungou do outro lado da linha. Diana não conseguia falar porque chorava, percebi a gravidade da situação, alguma coisa tinha acontecido, algo muito sério.— Fica calma e respira, me diz o que houve — Pedi com calma.— O Ícaro… ele… levou um tiro…Ela não conseguiu dizer mais nada. Outra pes
Capítulo 168. Confronto
"Augusto"Entrei na empresa e subi direto para o andar do meu pai, tentando manter o autocontrole, mas a sensação sufocante de impotência se alastrava, Isabella tinha saido a tarde, já tinha se passado horas e eu ainda não tinha ideia do que tinha acontecido, uma pista nada. Quando o elevador parou, percebi que a secretária já tinha ido embora. Mesmo assim, eu sabia que ele ainda estava ali. Meu pai sempre trabalhava até tarde, controlando tudo e todos.Abri a porta da sala sem bater. Ele estava exatamente onde eu imaginei: sentado atrás da mesa, tranquilo, comandando um império intocável, se sentindo ele mesmo intocável. O pouco de autocontrole que me restava se perdeu no instante em que ele levantou a cabeça e me encarou.Não tive mais dúvidas. Aquele homem que eu chamava de pai tinha mandado matar Isabella e Ícaro. Tudo fazia sentido agora — a ausência dos seguranças, o assalto perfeito, o caos cuidadosamente orquestrado. As peças se encaixavam com precisão demais para ser coinci
Capítulo 169. Última conversa
"Isabella" Não sei se foi a dor ou o som irritante de uma batida ritimada que me despertou. A cabeça latejava violentamente. Algo úmido e pegajoso escorria pelo meu rosto, a consciência voltava lentamente tentando vencer a névoa mental. O barulho irritante cada vez mais alto aumentando a dor. Estava sentada em uma cadeira e, quando tentei levantar a cabeça, a dor me atravessou de forma tão brutal que arrancou de mim um quase grito, contido pela garganta seca, incapaz de emitir som. Tudo doia, braços, pernas, pensar. Quando consegui abrir os olhos, não entendi onde estava, o mundo parecia fora do lugar e um senti um enjoo. Minha mente parecia envolta em confusão lenta. O mundo girava. Levei alguns segundos até conseguir focar a visão sem sentir náusea. Só então que percebi que estava em um quarto velho e malcuidado, com lixo nos cantos e paredes descascando. Havia algo ali que me causava uma sensação incômoda de familiaridade, mas eu não conseguia identificar o quê. Tentei me leva
Capítulo 170. O fim
"Isabella"O tempo passou. Minutos, horas, até poderiam ser dias. Já não sabia calcular. A cabeça girava, a sede me atormentava, a boca seca ardia, ás lagrimas já tinham secado, sobrando apenas o estado de torpor. Carlos não queria apenas me matar. Queria me torturar antes.Pensei em Augusto.No início estranho do nosso relacionamento, nada ortodoxo. Nos momentos roubados, no amor que nasceu onde não devia. No casamento que começou como mentira e virou verdade. Toda uma vida não vivida. Eu tinha desperdiçado tempo demais acreditando que haveria depois.Agora não haveria nada.O som da porta se abrindo me fez estremecer.— Gostou da revelação? — Carlos perguntou, com um sorriso satisfeito. — Achei injusto você abandonar essa vida sem saber. Foi um plano brilhante. Ninguém desconfiou. Talvez a Karen… mas nada que ultrapassasse os limites da cabeça dela, principalmente quando tem dinheiro envolvido. Quer ouvir mais revelações?Ele riu e segurou minha cabeça, obrigando-me a encará-lo. Ha